João Pessoa 26/05/2018 19:32Hs

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Buscando recordes, Cristiano e Messi ‘fogem’ de descanso

Os dois melhores jogadores do mundo são os únicos titulares de Real Madrid e Barcelona que não participam do rodízio para poupar os elencos na temporada

cristiano e messi
Lionel Messi e Cristiano Ronaldo se cumprimentam antes do clássico disputado em abril de 2010 – Jasper Juinen/Getty Images/VEJA

Ao longo dos últimos cinco anos, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi construíram uma das maiores rivalidades da história do futebol. As disputas entre o português e o argentino não se limitam ao clássico espanhol entre Real Madrid e Barcelona – e ficam ainda mais acirradas quando o assunto é alguma premiação individual ou marca inédita. Messi já recebeu a Bola de Ouro da Fifa, destinada ao melhor jogador do mundo, em quatro temporadas (de 2009 a 2012), enquanto Cristiano levou a melhor em 2008 e 2013. O português é o favorito para a premiação deste ano. As personalidades radicalmente distintas – um calado e discreto, outro vaidoso e exibido – também contribuem para o clima de disputa particular. Os dois, porém, têm uma característica em comum: em nome dos recordes pessoais, Ronaldo e Messi não abrem mão de jogar nenhuma partida, por mais que seus corpos estejam implorando por descanso.

O português e o argentino sofreram com lesões na temporada passada – Cristiano, inclusive, chegou à Copa do Mundo com dores no joelho que o prejudicaram durante a passagem pelo Brasil. Por isso, seria perfeitamente compreensível que os melhores jogadores do mundo fossem poupados nos primeiros jogos da temporada. Real e Barça possuem elencos milionários e contam com jogadores de primeira linha até no banco de reservas. Por isso, os técnicos Carlo Ancelotti e Luis Enrique têm promovido rotações nas equipes titulares, deixando craques como Benzema, Bale, Neymar e Xavi de fora de várias partidas. Apenas Cristiano e Messi escaparam do rodízio. De acordo com levantamento feito pelo jornal esportivo Marca, são eles os únicos que fogem do descanso: o atacante do Real Madrid só ficou de fora em uma partida na temporada, contra a Real Sociedad, e foi substituído em outra, contra o Liverpool, justamente no jogo anterior ao clássico contra o Barcelona; já Messi participou de todos os jogos do Barça e foi substituído apenas diante do Ajax.

A “fome” de bola de Messi ficou evidenciada na partida do Barcelona diante do Eibar, pelo Campeonato Espanhol, em 18 de outubro. Na ocasião, o argentino se negou a deixar o gramado e fez com que o técnico Luis Enrique optasse por tirar Neymar. “Nem a polícia tira o Messi de campo”, teria dito o treinador, em imagens flagradas pela imprensa espanhola. Além da disputa pela Bola de Ouro da Fifa, Cristiano Ronaldo e Messi brigam por outros recordes. Na semana passada, o português não marcou diante do Liverpool e perdeu a chance de alcançar o ex-atacante Raúl González como maior artilheiro da Liga dos Campeões, com 71 gols. No dia seguinte, Messi marcou duas vezes diante do Ajax e alcançou a marca. Além disso, o argentino está a um gol de chegar ao posto de maior artilheiro da história do Campeonato Espanhol – tem 250 gols, contra 251 de Telmo Zarra, ídolo do Athletic de Bilbao nas décadas de 1940 e 1950. Também neste ano, Cristiano Ronaldo se tornou o maior goleador de uma única edição da Liga dos Campeões, com 17 gols marcados. Na semana que vem, Cristiano e Messi escreverão mais um capítulo de sua rivalidade no amistoso entre Portugal e Argentina, em Old Trafford, Manchester – onde o português se consagrou com a camisa do United e levou seu primeiro prêmio de melhor do mundo.

Lionel Messi

A favor: Vencedor do prêmio entre 2009 e 2012, Messi foi também o Bola de Ouro da Copa do Mundo deste ano. Historicamente, a atuação no Mundial costuma ser decisiva na premiação da Fifa. Vice-campeão no Maracanã, o argentino marcou quatro gols na Copa, todos na primeira fase. Também terminou em segundo na artilharia do Campeonato Espanhol, com 28 gols, três a menos que Cristiano Ronaldo.

Contra: Apesar de manter uma boa média de gols, o argentino teve de lidar com pequenas lesões e não brilhou em momentos decisivos. Pelo Barcelona, não conquistou nenhum grande título na temporada, fato que não ocorria havia seis anos.

 

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