João Pessoa 24/06/2018 20:46Hs

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CBF oferece e ajudará Corinthians em projeto para tentar revelar jogadores

  • cbf vai ajudar corintiansSem dinheiro, Corinthians recorre à base para tentar se manter forte

Por mais que Tite se mostre reticente, o Corinthians busca meios de revelar jogadores. Uma das apostas da diretoria está em ampliar a integração entre as divisões de base e o departamento de futebol profissional. Nesse sentido, a CBF dará contribuição.

Em conversa nos últimos dias, o gerente de futebol Edu Gaspar e o coordenador de base da entidade, Erasmo Damiani, acordaram que a CBF deverá estar representada na próxima reunião entre os departamentos do clube. A sugestão partiu do próprio Damiani e foi bem recebida por Edu.

A ideia é que o diretor da CBF, com passagens por Palmeiras, Figueirense e Atlético-PR, auxilie com conceitos sobre o que viu de formação de jogadores em experiências recentes, além de contar mais sobre os projetos da entidade. Damiani viajou à Nova Zelândia para o Mundial sub-20 (Brasil foi vice-campeão) e para o Pan em Toronto (Brasil foi bronze).

O foco do Corinthians nesse sentido parte, em especial, da situação financeira complicada. Todas as contratações para 2015 foram realizadas a custo zero e a determinação do presidente Roberto de Andrade é de que nenhum real seja investido em reforços para o restante do ano. A folha salarial, reduzida em mais de 15%, deverá sofrer nova redução no próximo ano. A meta do departamento financeiro é que o número caia em 40%.

Tite, porém, se mostra reticente em se alinhar ao projeto do clube. Recentemente, o departamento de futebol realizou novas promoções de jovens e elevou o percentual da base a 35% do elenco profissional. Por outro lado, o Corinthians está entre os que menos utiliza a base no Brasileiro. 

Em entrevista ao Diário de São Paulo no fim de semana, o superintendente de futebol Andrés Sanchez fez crítica a Tite ao ser perguntado por que o Corinthians não escala seus jogadores mais jovens. “Tem que perguntar para o técnico. O que eu garanto é que a base nunca esteve tão integrada ao time profissional como agora”.

Uol