João Pessoa 19/08/2018 00:25Hs

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Corinthians trabalha emocional e vê físico “em dia” antes do Derby

O Corinthians quer atuar na maior intensidade possível no Derby de domingo, às 17h (de Brasília), no estádio de Itaquera. Com a parte física em dia, como garantem membros da comissão técnica, a saída durante a semana de treinamentos será trabalhar a parte da confiança dos atletas, em baixa devido à sequência de maus resultados na competição.

Com apenas um ponto conquistado nos últimos 12 disputados, o técnico Fábio Carille vive o dilema entre cobrar de forma mais dura ou adotar uma forma mais carinhosa de tratar os comandados. A ideia é que todos entrem em campo com a noção de que os 59 pontos na tabela de classificação ainda são resultantes de um desempenho muito acima do esperado no torneio.

“Parte emocional acho que vai muito de cada atleta, de como cada atleta absorver a informação. Cada atleta absorve as coisas de uma forma”, disse o lateral direito Fagner, que endossou a posição dos chefes e não apontou qualquer problema físico no elenco.

“Na parte física não tem o que ser questionado, uma equipe que vem correndo muito. Não se vê nenhum jogador nosso caindo com câimbra, não tem o que argumentar com relação a isso”, assegurou o defensor, que tem a seu favor o fato de apenas dois atletas (Vilson e Marquinhos Gabriel) estarem entregues ao departamento médico.

Recentemente, quem mais sofreu com as cobranças a esse respeito foi o meia Jadson, considerado “gordinho” em comentários nas redes sociais. Visto como um exemplo para os mais jovens, porém, o camisa 10 tem hoje o mesmo peso que tinha na vitoriosa campanha de 2015, quando foi um dos destaques ao lado do armador Renato Augusto.

“O nosso grupo tem muito jogador experiente, muitos jogadores passaram por inúmeras situações em outros clubes. Ninguém acreditava que o Corinthians ia chegar onde chegou, qualquer um. No dia 5 de janeiro, eu duvido que alguém falaria que a gente estaria onde estamos. Vamos agora continuar a nossa caminhada”, continuou Fagner.

“Para outra equipe repetir o turno que o Corinthians fez, não sei o quanto vai demorar nem quando vai conseguir. O que acontece é que, fazendo um turno como nós fizemos, pensaram que fossemos resolver rapidamente a situação”, observou o camisa 23, antes de demonstrar confiança nos cinco pontos de diferença para o arquirrival Palmeiras, adversário do final de semana.

“A gente sabe como é no Brasileiro, só se decide nas últimas rodadas. Temos real consciência do que nós fizemos de bom e do que nós podemos fazer de melhor agora. Se você estivesse perdendo jogos e em uma situação ruim de treinos, ai ficaria complicado, mas, sabendo da qualidade do grupo, a gente fica mais tranquilo para esses sete jogos”, concluiu.

Gazeta Esportiva