João Pessoa 21/05/2018 04:58Hs

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Goleiro de Tite opera ‘milagre’ e salva o City em ‘jogo mais esperado do fim de semana’ no Inglês

Ederson foi um dos destaque na vitória dos Citzens por 2 a 1 sobre o United, em pleno Old Trafford

Dois times, duas ideias de futebol, dois treinadores conhecidos por sua rivalidade, um clássico e triunfo de quem buscou mais o gol durante 90 minutos. Foi desta forma que o Manchester City superou o United por 2 a 1, em pleno Old Trafford, e se isolou ainda mais na liderança do Campeonato Inglês, abrindo 11 pontos de diferença sobre o rival, neste domingo (10 de dezembro).

Em um duelo bastante disputado e com tempos bem distintos, o clássico foi marcado por gols proveniente de falhas individuais. No primeiro tempo, David Silva aproveitou a sobra de uma disputa aérea para abrir placar. Pouco depois, Rashford empatou aproveitando uma falha individual de Delph. No início da segunda etapa, Lukaku chutou a bola contra o próprio companheiro de deixou Otamendi em plenas condições de recolocar o City na frente.

Assim como o jogo foi recheado de falhas em momentos cruciais, o duelo deste domingo foi marcado pela característica de cada treinador. Enquanto o City não abdicou em nenhum momento de ter a bola e jogar no campo ofensivo, o United deixou claro em todos os momentos que esteve em igualdade ou atrás no placar a proposta de conter o adversário e utilizar seus jogadores de lado de campo para criar os principais lances ofensivos, somado à referência de Lukaku na área. Quando foi exigido, Ederson operou um milagre defendendo dois chutes seguidos que garantiram o triunfo e os três pontos.

O jogo 

Dentro da primeira etapa, dois períodos bem distintos. Até o gol do Manchester City, o clássico era bem frio, com poucas oportunidades claras de gol e um duelo tático bem definido. Apesar de jogar em casa, o United era muito cauteloso, pouco risco oferecia ao gol de Ederson e presou por conter o poderio ofensivo do rival. Porém, assim que David Silva colocou o City na frente, o jogo ganhou muita qualidade, a equipe de José Mourinho passou a pressionar intensamente e conseguiu o empate. Depois da falha de Delph, Rashford deixou tudo igual.

Os dez primeiros minutos da partida foram um claro reflexo do primeiro tempo. Um time que buscava a vitória e outro que se preocupou, efetivamente, em não dar espaços ao adversário. Apesar da pressão inicial, o City pouco criava no último terço do campo e não oferecia grandes riscos para De Gea. As duas principais chances do time de Guardiola no início pararam no goleiro espanhol, primeiro com Sterling e depois com Gabriel Jesus.

Com uma posse de bola que em certo momento do primeiro tempo beirou os 80%, o City passou a subir ainda mais as linhas e jogar com mais intensidade no campo defensivo do rival. o próprio goleiro Ederson, último homem do time, aparecia perto da linha de meio-campo para contribuir na saída de bola.

De tanto girar a bola e tentar um passe para a infiltração dos meias e atacantes, o elenco de Pep Guardiola teve a melhor chance do jogo nos pés de Sané. O jovem alemão recebeu cruzamento, dominou e bateu para grande defesa de De Gea. Na cobrança de escanteio, De Bruyne colocou na cabeça de Otamendi, que dividiu com a marcação e deixou a bola na frente do goleiro do United. Na indecisão, David Silva chutou e balançou as redes para abrir o placar.

Desde então começou a busca do United por fazer o que acabou abdicando em mais de 40 minutos. Aos 45, Martial foi o responsável pelo primeiro chute dos Red Devils no jogo, mas sem problemas para Ederson. No minuto seguinte, Rojo fez o cruzamento para área, Delph falhou na marcação e Rashford ficou livre para tirar do goleiro brasileiro e empatar.

Assim como no primeiro tempo, o segundo começou com o Manchester City mais incisivo no campo de ataque. Porém, diferentemente dos 45 minutos iniciais,o lado azul da cidade conseguiu furar o forte sistema defensivo de Mourinho na primeira chance que teve.

Aos oito minutos, David Silva, autor do primeiro tento, cruzou para área, mas a bola foi desviada por Lukaku. Entretanto, o atacante deixou claro a falta de cacoete defensivo e chutou contra o próprio companheiro, deixando o lance limpo para Otamendi deixar o City novamente na frente.

Mesmo atrás no placar, o United ofereceu poucos riscos ofensivos ao City durante todo o segundo tempo. A principal chance do time de Mourinho foi já na reta final, aos 39 minutos, mas parou no goleiro brasileiro. Em grande trama coletiva, a bola sobrou para Lukaku, que soltou a bomba em cima de Ederson. No rebote, Mata pegou firme, mas o arqueiro do City foi excepcional para evitar o empate.

Nem mesmo a entrada de Ibrahimovic foi suficiente para resolver o jogo. O sueco entrou ao lado de Lukaku, mas o ataque alto acabou não recebendo nenhuma grande jogada aérea e ainda correu riscos no contra-ataque. Bernardo Silva perdeu grande chance de definir o clássico nos últimos minutos, mas o City segue isolado na liderança.

Fox Sports