João Pessoa 20/08/2018 02:52Hs

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Washington lembra que furou as redes do Rosario

Washington fez dois gols contra Rosario na Libertadores em 2006, mas jogo terminou empatado por 2 a 2

washingtonSe tem um ex-jogador do Palmeiras que conhece bem o Rosario Central,adversário desta quinta-feira pela Libertadores, no Allianz Parque é Washington.  Em 2006, na mesma competição, ele foi protagonista ao marcar dois gols no empate por 2 a 2 e ainda terminou como artilheiro da competição com cinco gols.

Aposentado do futebol e dono de quadras de futebol society e escolinhas de futebol, em São José dos Campos, sua cidade natal, ele espera que hoje o Verdão tenha um resultado melhor do que naquele ano. “Tomara que não saia com empate, mas sim com a vitória. Lembro que a gente tomou gol da igualdade no final”, disse em entrevista exclusiva ao Portal da Band.

Os gols daquela partida não saem da cabeça do ex-camisa nove alviverde e contou como eles aconteceram. “Um gol foi que o Edmundo tabelou com o Marcinho Guerreiro dentro da área, que dá um chute meio que caindo, o goleiro defendeu e a bola sobrou para o Marcinho, que dividiu com o goleiro e a bola veio em direção da linha do pênalti, em diagonal, e eu bati de perna direita, de chapa, e entrou. O outro, o Enílton tocou a bola pra mim, peguei uma bola rasteira no chão forte da intermediária, de longe. O chute furou a rede e o goleiro até tentou enganar o árbitro.

O ex-camisa nove não quis eleger o ‘novo Washington’ da vez. “O Palmeiras tem vários jogadores que podem decidir como: Alecsandro, Rafael Marques, Gabriel Jesus, Lucas Barrios. Torço para que alguém faça os dois gols e que termine como um dos artilheiros, como aconteceu comigo. Só quero que o resultado seja diferente, que o time vença e chegue a final do campeonato”.

O ex-atacante lembra que o clima de pressão que existe atualmente com Marcelo de Oliveira é semelhante com o que aconteceu com Emerson Leão em 2006. “Começou o ano não muito bem. Quando saiamos para jogar fora fazíamos bons jogos, até melhor do que em casa, que tinha a pressão da torcida. Era complicado”, lembrou.
Veja a entrevista completa a seguir:

Portal da Band: O que podemos esperar de Palmeiras e Rosario Central nesta quinta-feira?
Washington:
É um jogo difícil, complicado, pois o Palmeiras está atravessando um momento de  pressão em cima do treinador, até errada pelo que ele conseguiu no ano passado. Eu sou favorável a manutenção, que o trabalho possa ser colocado de uma maneira legal. O Palmeiras tem todas as condições de vencer.

Portal da Band: Jogo contra o Rosario Central traz boas recordações em especial pra você, já que fez dois gols no empate por 2 a 2 fora de casa
Washington:
É uma boa recordação que eu tenho desse jogo, tive uma boa participação, fiz dois gols, um baita de um jogo. Tomara que não saia com empate, mas com a vitória. Lembro que a gente tomou gol de empate no final, conseguimos fazer o segundo gol e aos 45 tomou o empate.

Portal da Band: Você se lembra de como foram os gols?
Washington:
Um gol foi que o Edmundo tabelou com o Marcinho Guerreiro dentro da área, que dá um chute meio que caindo, o goleiro defendeu e a bola sobrou para o Marcinho, que dividiu com o goleiro e a bola veio em direção da linha do pênalti, em diagonal, e eu bati de perna direita, de chapa, e entrou. O outro, o Enílton tocou a bola pra mim, peguei uma bola rasteira no chão forte da intermediária, de longe. O chute furou a rede e o goleiro até tentou enganar o árbitro.

Portal da Band: No elenco de hoje quem pode ser o novo Washington?
Washington:
O Palmeiras tem vários jogadores que podem decidir como: Alecsandro, Rafael Marques, Gabriel Jesus, Lucas Barrios. Torço para que alguém faça os dois gols e que termine como um dos artilheiros, como aconteceu comigo. Só quero que o resultado seja diferente, que o time vença e chegue a final do campeonato, pois naquele ano fomos desclassificados pelo São Paulo. Que esse ano o Palmeiras possa chegar mais longe.

Portal da Band: Jogando em casa, a postura do Palmeiras tem que ser ofensiva?
Washington:
O Palmeiras tem que ser ofensivo para que possa conseguir as vitórias em casa. Falta um encaixe melhor. Alguns jogadores estão voltando de lesão e estão se encaixando ainda. Ano passado conquistou um dos objetivos que era a classificação para a Libertadores, no Brasileiro quando viu que não dava foi deixado de lado. Jogou no Paulistão jogando ofensivo. Esse ano não conseguiu encaixar, apesar do belo elenco, um dos melhores do Brasil.

Portal da Band: Recorda de alguma pressão que sofreu naquela época no Palmeiras?
Washington:
Na época a gente também vivia pressionado assim como o técnico Leão. Começou o ano não muito bem. Quando saiamos para jogar fora fazíamos bons jogos, até melhor do que em casa, que tinha a pressão da torcida. Era complicado. Tem, que assimilar bem, da melhor maneira, e o jogador tem que botar pra fora para fazer um bom papel.

Portal da Band: Como neutralizar o atacante Herrera?
Washington:
Sempre joguei contra ele quando era do Corinthians. É um atacante de força, estilo do argentino mesmo, brigador. Na bola aérea é muito bom, seu ponto forte.  O Palmeiras tem que dar um jeito pra bola não chegar até ele.

Portal da Band: Você considera que ser o artilheiro da Libertadores foi o auge da sua carreira?
Washington:
Foi um belo momento, mas teve outro também jogando pelo Ceará. No Palmeiras talvez pela repercussão, time maior. Mas no Ceará tive boas recordações, pois chegamos na semifinal do brasileiro de 2005 brigando pela artilharia, pois fiz 15 gols. No Palmeiras foi mais expressivo por ser Libertadores.

Portal da Band: Você ainda está jogando? O que faz da vida?
Washington:
Parei de jogar e administro minhas quadras de futebol society e escolinhas de futebol.

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