João Pessoa 13/12/2018

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Fisiculturista presa por suspeita de tráfico em Itaperuna tem mais de 70 mil seguidores em rede social

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar com o Ministério Público do Rio (MPRJ) contra o tráfico de drogas em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, prendeu, nesta terça-feira, uma fisiculturista suspeita de envolvimento com o esquema. Uiara Maria Silva, conhecida como Yara na internet, foi presa em um condomínio no Cachambi, na Zona Norte da capital. De acordo com o delegado Bruno Cleuder, titular da 143ª DP (Itaperuna), ela é mulher do chefe da principal facção criminosa da cidade do interior e estava no Rio há seis meses.

— Ela tinha, junto com ele, o comando de todo o esquema. A conta dela, inclusive, era utilizada para fazer os depósitos do grupo criminoso. Na época que iniciamos a investigação ela ainda morava em Itaperuna.

Nas redes sociais, Yara Silva destaca os títulos conquistados no fisiculturismo, como, por exemplo, um vice campeonato sul-americano, um campeonato sênior e um título carioca. Com mais de 70 mil seguidores em um de seus perfis, ela mostra nas fotos a rotina de competições e também fala sobre as mudanças no corpo. Nas publicações, a mulher conta que começou a treinar em 2014, iniciando no esporte em 2017. Ela também faz publicidade de suplementos que auxiliam a melhorar o desempenho de atletas.

Nas redes, Yara fala sobre as mudanças no corpo
Nas redes, Yara fala sobre as mudanças no corpo Foto: Reprodução das redes sociais

Celso Mizael, conhecido como Tão, marido de Yara, está foragido. Ele chegou a ser detido mas fugiu e teve refúgio na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Ainda segundo Cleuder, um dos 47 mandados de prisão expedidos após a investigação é contra Tão. Até o momento, 25 pessoas já foram presas, sendo 23 por mandado e outras duas presas em flagrante. Um menor também foi apreendido. Além disso, mais 15 pessoas investigadas já estavam presas.

Na operação realizada nesta terça-feira, há também mandados de busca e apreensão. A operação Gólgota atua em cerca de seis pontos do Rio. Cães farejadores também participam. Todos os presos estavam sendo investigados há vários meses por envolvimento nos crimes.

Yara coleciona vários títulos
Yara coleciona vários títulos Foto: Reprodução das redes sociais

De acordo com a denúncia feita pela Promotoria de Investigação Penal de Itaperuna em 2014 e divulgada pelo G1, o grupo criminoso construiu “uma verdadeira estrutura empresarial, tendo como foco a divisão, ainda que flexível, de tarefas, em que cada membro desempenhava uma função essencial para o sucesso da empreitada”. A quadrilha também teria acesso a armas de fogo e se beneficiava do uso de menores para desempenhar o tráfico de drogas.

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