João Pessoa 19/06/2018 01:20Hs

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Alemanha desmantela célula terrorista do EI em Dusseldorf

As autoridades alemãs anunciaram nesta quinta-feira (2) a prisão de três suspeitos sírios cujo plano era provocar uma explosão no centro histórico de Dusseldorf, cidade importante do oeste alemão.

celular terroristaSegundo os resultados da investigação em andamento, os suspeitos planejavam lançar um atentado suicida em nome da organização terrorista Estado Islâmico, no centro histórico de Dusseldorf, segundo afirmou o Ministério Público da Alemanha em um comunicado.

Os três homens, identificados como Hamza C., de 27 anos, Mahood B., de 25 anos, e Abd Arahman A. K., de 31 anos, todos de nacionalidade síria, foram detidos e seus apartamentos vasculhados. Um quarto homem, vinculado a este projeto e identificado como Saleh A., de 25 anos, foi detido em fevereiro na França, onde se encontra em prisão preventiva. A Alemanha confirmou que pedirá sua extradição. Todos eles chegaram separadamente à Europa através da Grécia, entre março e julho de 2015, pouco antes do pico da crise migratória europeia.

Segundo os planos de Saleh A. e de Hamza C., que receberam ordens a partir da Síria para cometer o atentado, dois suicidas “com coletes explosivos” deveriam detoná-los em uma das principais artérias do centro da cidade, explicou o Ministério Público.

Incidentes isolados e desconfiança

A Alemanha não sofreu até agora nenhum ataque terrorista de envergadura, ao contrário de seus vizinhos franceses e belgas, mas autoridades alertaram em várias ocasiões para a possibilidade do país se tornar um alvo. A chegada de mais de um milhão de imigrantes em 2015 e o precedente dos atentados de Paris alimentaram os temores de que militantes jihadistas tenham conseguido entrar na Alemanha camuflados entre os refugiados, originários principalmente da Síria.

Nos últimos meses, a polícia realizou diversas operações em diferentes partes da Alemanha, mas não foram revelados os objetivos concretos. Dias depois dos atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris, ocorreram alertas em Munique, na noite do ano novo, e em Hannover, no norte do país, que inquietaram as autoridades, sem que tenham sido divulgados detalhes sobre a importância e a magnitude da ameaça.

Ataques

No fim de março, uma cidadã alemã-marroquina de 15 anos feriu gravemente um agente na estação de Hannover durante uma inspeção de rotina. A jovem permaneceu na fronteira turco-síria antes que sua mãe, preocupada com sua radicalização, fosse buscá-la, levando-a de volta à Alemanha.

Em setembro de 2015 a polícia matou Rafik Yusef, um iraquiano de 41 anos em liberdade condicional depois de cumprir pena por pertencer a uma organização terrorista e em agosto do mesmo ano, dois combatentes de língua alemã, que alegaram pertencer ao EI na Síria, ameaçaram a Alemanha e a chanceler Angela Merkel. Em um vídeo pediam aos seus “irmãos e irmãs” que cometessem atentados solitários com “facas”, por exemplo, contra os infiéis.

Os militantes afirmaram que queriam se vingar do apoio alemão à luta contra o EI e pela presença do exército alemão no Afeganistão.

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