João Pessoa 22/05/2018 10:18Hs

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Ataque a campo de refugiados da ONU mata 45 pessoas no Iêmen.

ataque arabeSANAA – O campo de refugiados de Mazraq, em Haradth, foi atingido por explosões nesta segunda-feira, que deixaram pelo menos 45 mortos. Não está claro de onde partiu o ataque. Organizações humanitárias responsabilizam a aviões da coalizão árabe, que bombardeou pela quinta noite consecutiva os rebeldes xiitas perto da capital do Iêmen, Sanaa, e em outras regiões do país. Mas o governo atribuiu a culpa à artilharia dos rebeldes houthis.

O local é administrado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), que confirmou o ataque e se disse “extremamente preocupado” com o episódio. A organização Médicos Sem Fronteiras foi chamada para dar apoio e afirmou que 500 famílias haviam se instalado por lá recentemente. É possível que pelo menos 250 pessoas tenham ficado feridas, apesar de uma porta-voz ter falado inicialmente em 40.

Aviões de combate cruzaram o céu de Sanaa na noite de domingo e os bombardeios prosseguiram até pouco depois do amanhecer. A coalizão liderada pela Arábia Saudita prometeu a continuidade dos bombardeios até derrotar os rebeldes que lutam contra o presidente Abd Rabbo Mansour Hadi, atualmente refugiado em Riad.

Testemunhas acreditam que as posições dos insurgentes houthis, apoiados pelo Irã, e dos soldados da Guarda Republicana foram bombardeadas. Um acampamento militar da Guarda Republicana ao sul de Sanaa também foi atingido.

Na área ao redor de Marib, 140 km ao leste de Sanaa, radares e baterias de mísseis aéreos foram bombardeadas, segundo fontes locais. Já em conflitos localizados, pelo menos 21 houthis teriam morrido em conflitos com tribos.

Em Riad, o porta-voz saudita da coalizão afirmou que as operações devem ser intensificadas nos próximos dias contra os milicianos.

— Não terão nenhum lugar seguro — advertiu o general Ahmed Asiri sobre os houthis e os partidários de Saleh.

Os houthis são apoiados por unidades do exército leais ao ex-ditador Ali Abdullah Saleh, que deixou o governo em 2012, após um ano de protestos violentos.

A Arábia Saudita também abriu as portas para o apoio de todos os partidos que combatam os houthis, afirmou o gabinete do rei Salman em carta.

O Globo