João Pessoa 26/05/2018 00:26Hs

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Atentado em museu da Tunísia deixa ao menos 19 mortos

ATENTADO NA TUNISIADois homens armados invadiram a área do Parlamento tunisiano, no centro de Túnis, nesta quarta-feira (18), e mataram 19 pessoas, entre eles 17 turistas. Várias pessoas foram feitas reféns no Museu Nacional do Bardo, que fica no mesmo complexo da Assembleia Nacional. De acordo com a televisão tunisiana, as forças de segurança abateram os autores do ataque. Um policial e um civil morreram na troca de tiros entre os autores do ataque e as forças de ordem.

Vestidos de militares e armados com fuzis Kalachnikovs, dois homens invadiram a área do Parlamento tunisiano, no centro de Túnis, e dispararam contra turistas que desciam de um ônibus. Logo depois, os agressores se dirigiram ao Museu Nacional do Bardo, onde continuaram o ataque e fizeram vários reféns.

Entre as vítimas estão 17 turistas de nacionalidades polonesa, italiana, alemã e espanhola. Um civil tunisiano e um policial também morreram. O ministério da Saúde informou que há 38 feridos.

Uma centena de turistas estavam no museu no momento do ataque. As forças antiterroristas entraram no local e evacuaram a maioria das pessoas. Nenhum grupo reivindicou o ato até o momento, mas o governo tunisiano classificou o ataque como “terrorista”.

O presidente tunisiano, Béji Caid Essebsi, foi ao hospital Charles Nicole, para onde os feridos foram levados. Em entrevista à AFP, ele declarou que “as autoridades estão tomando todas as medidas para que incidentes como esses não se repitam”.

O conselheiro político do presidente, Mohsen Marzouk, declarou que “o atentado visou a economia do país”, fazendo alusão ao setor do turismo tunisiano. “Não podemos deixar que isso nos afete. Tenho certeza de que o mundo inteiro continuará confiando na Tunísia”, reiterou.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, condenou o ataque em uma coletiva de imprensa em Bruxelas. “Este ato terrorista ilustra cruelmente as ameaças que enfrentamos na Europa, na região do Mediterrâneo, no mundo”, declarou.

RFI