João Pessoa 18/08/2018 20:03Hs

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EI começa a destruir terceiro sítio arqueológico e Bagdá pede ajuda à coalizão

Ministro iraquiano pede ajuda à comunidade internacional para preservar ícones históricos da civilização

IRAQ-ARCHAEOLOGY-HATRA-FILESFoto tirado em 2003 mostra sítio arqueológico de Hatra, que mistura características helénicas e romanas e pode ter sido destruído pelo Estado Islâmico

BAGDÁ — O Iraque pediu que a coalizão militar liderada pelos Estados Unidos faça uso de poder aéreo para proteger antiguidades do país de roubos e destruição por parte de combatentes do Estado Islâmico, que estariam destruindo um terceiro sítio arqueológico milenar em apenas uma semana neste domingo.

Esse terceiro sítio seria em Khorsabad, próximo a Mossul.

Um ministro do governo disse que a coalizão, que realizou 2.800 ataques aéreos contra posições militares do Estado Islâmico no Iraque e na Síria desde agosto, não estava fazendo o suficiente para salvar a inestimável herança do Iraque.

Os militantes ultraradicais atacaram a cidade de Hatra, de 2.000 anos, no Norte do Iraque no sábado, disseram as autoridades, dias depois de terem atacado a antiga cidade assíria de Nimrud.

Um vídeo mostrou os homens saqueando um museu em Mossul, quebrando estátuas e esculturas.

A destruição tem atraído condenação global, com a Organização das Nações Unidas descrevendo os danos à rica história do Iraque como um crime de guerra. Os protestos, no entanto, não pararam o tumulto.

O ministro iraquiano de Turismo e Antiguidades, Adel Shirshab, disse que apenas a coalizão liderada pelos Estados Unidos poderia pôr fim à destruição.

— O nosso espaço aéreo não está em nossas mãos. Está em suas mãos, disse ele a repórteres — Eu estou pedindo à comunidade internacional e à coalizão para ativar seus ataques aéreos e mirar o terrorismo onde quer que exista.

Shirshab e o chefe do órgão estatal do Iraque para antiguidades e herança disseram que as autoridades iraquianas ainda estavam tentando avaliar a extensão dos danos.

O Globo