João Pessoa 27/05/2018 10:00Hs

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Em combate ao EI, tropas iraquianas retomam principal hospital de Faluja.

Iraque diz controlar 80% de reduto jihadista; operação segue em direção a Mossul Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/em-combate-ao-ei-tropas-iraquianas-retomam-principal-hospital-de-faluja-19535877#ixzz4BxuYoNnB © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

combate iraquianoTropas iraquianas avançam sobre ruas destruidas de Faluja

BAGDÁ — Neste sábado, as tropas iraquianas eliminaram minas terrestres e retomaram o principal hospital de Faluja. As forças de segurança dizem que já reconquistaram o controle sobre 80% da cidade, afastando combatentes do Estado Islâmico (EI). As operações militares para atacar Mossul, outro grande reduto jihadista, também foram retomadas.

 

Nas últimas horas, as forças de segurança avançaram em direção ao hospital, temendo que combatentes usassem pacientes como escudos humanos. No entanto, uma autoridade disse que não havia pacientes no local. Em seguida, a bandeira do país foi colocada no prédio do hospital. Agora, o objetivo da operação é reconquistar os bairros próximos de Shurta e Golan.

Na sexta-feira, as forças especiais iraquianas avançaram significativamente sobre Faluja, reconquistando a maior parte da cidade após semanas de combates com o EI. Segundo um general, as tropas já controlam 80% da cidade, e os jihadistas se concentram em quatro distritos ao Norte.

Em poucas horas, o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, parabenizou as tropas por terem reconquistado quase toda Faluja.

— Nós prometemos liberar Faluja, e agora a cidade voltou aos braços da nação — afirmou Haider al-Abadi em um discurso televisionado. — Nossas forças de segurança controlam a cidade, à exceção de pequenos redutos, que serão limpos nas próximas horas.

Dois comandantes afirmaram que as forças iraquianas enfrentaram resistência limitada dos extremistas em seu avanço para o centro da cidade. O complexo reconquistado abriga o conselho local e as instalações das forças de segurança.

— A maioria dos principais líderes (do EI) já não está mais na cidade, e os jihadistas que ficaram para trás não são seus melhores lutadores — disse um oficial, que não quis revelar sua identidade.

Faluja foi a primeira cidade iraquiana a cair nas mãos do grupo extremista em janeiro de 2014. Além disso, era o último grande reduto do EI na província de Anbar, conhecido por ser o coração da minoria sunita do Iraque. Ao Norte do país, os extremistas ainda controlam Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.

Agora, a estratégia das forças iraquianas é tomar a cidade de Qayarah, a 60 quilômetros de Mossul, para chegar à cidade controlada pelos jihadistas desde 2014. Esta é considerada a primeira fase da operação.

No total, os conflitos no Iraque já forçaram mais de 3,3 milhões de pessoas a deixar suas cidades. O país também abriga cerca de 300 mil refugiados sírios, dos quais a maioria vive em assentamentos precários ou em campos de refugiados.

Grupos de assistência humanitária estimam que 50 mil civis estivessem presos na cidade quando os confrontos começaram há algumas semanas. Desde então, dezenas de milhares de pessoas já fugiram de Faluja.

Na sexta-feira, cerca de 20 mil pessoas que nadaram para chegar a locais mais seguros. Há relatos de que jihadistas tenham se infiltrado em meio à multidão em fuga. A maioria dos deslocados permanece em campos de abrigo perto da cidade.

Milhares de pessoas permanecem, porém, bloqueadas no centro de Fallujah. De acordo com várias ONGs, os moradores locais são usados como escudo humano pelos extremistas.

O Globo