João Pessoa 22/05/2018 05:56Hs

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Estado Islâmico ataca navio militar egípcio na Península do Sinai

Grupo extremista afirma ter acertado embarcação com foguete; Exército confirma troca de tiros e incêndio.

ATAQUE A NÁVIOFumaças em embarcação no Sinai são vistas do Sul da Faixa de Gaza – IBRAHEEM ABU MUSTAFA / REUTERS

CAIRO — O ramo egípcio do Estado Islâmico informou nesta quinta-feira que disparou um foguete contra um navio da Marinha na Península do Sinai, perto da costa de Israel e da Faixa de Gaza. Em comunicado, o Exército egípcio confirmou apenas uma troca de tiros entre militares e “elementos terroristas” na região, o que levou ao fogo na embarcação. O incidente não deixou vítimas.

Segundo fontes militares, os jihadistas suspeitos fugiram depois de dispararem contra a embarcação. Fotos divulgadas na internet aparentemente mostram a embarcação em chamas após o ataque. Uma testemunha em Gaza, citada pela Reuters, disse ter visto uma nuvem de fumaça cinza saindo de um barco na costa, enquanto outros palestinos contaram ter ouvido explosões e tiros. Israel negou que tenha participação no incidente.

Enquanto isso, a televisão estatal egípcia anunciou a demissão do chefe da polícia do Cairo, mas sem dar mais detalhes.

Tais incidentes no mar são raros, embora o Egito esteja lutando contra uma insurgência islâmica cada vez mais atuante no país. O grupo militante Província do Sinai, que jurou lealdade ao Estado Islâmico, realizou recentemente diversos ataques na região contra soldados egípcios e policiais.

No início do mês, um ataque terrorista do grupo deixou 100 militantes e pelo menos 17 membros das forças de segurança mortos em um único dia, disseram as autoridades. Outro atentado que marcou o país foi a morte do procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, após a explosão de um carro-bomba, na primeira tentativa de assassinato bem-sucedida contra um funcionário do alto escalão do governo desde a deposição do presidente islamista Mohamed Mursi, em 2013.

Os dois casos levaram o Gabinete egípcio a elaborar um projeto de lei antiterrorismo, diante do aumento das preocupações de que a insurgência está se espalhando no país.