João Pessoa 19/06/2018 18:25Hs

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Ex-espião russo envenenado retoma consciência e já pode falar, segundo relatos

O ex-agente dos serviços secretos russos Sergei Skripal, que sofreu um alegado ataque químico na cidade britânica de Salisbury junto com sua filha, está consciente e já é capaz de falar, comunica a mídia local.

“Logo, a Polícia terá a oportunidade de falar com a pessoa que está no epicentro da história de envenenamento em Salisbury. O ex-espião russo já não está em estado crítico, reage bem aos tratamentos, está consciente e pode falar”, disse o apresentador do canal Sky News, sem citar, porém, a fonte de tais informações. Apenas fez lembrar que, após o ataque, Sergei Skripal tem estado em coma.

Foto de Yulia Skripal do seu perfil no Facebook, filha do ex-espião russo Sergei Skripal, 6 de março de 2018

Mais cedo, a diretora clínica do Hospital de Salisbury, Christine Blanshard, comunicou que Sergei Skripal “responde bem ao tratamento, seu estado está melhorando rapidamente, ele saiu do estado crítico”.Anteriormente, a embaixada russa em Londres manifestou sua satisfação ao saber das melhoras de saúde de Skripal, expressou a gratidão ao pessoal médico que trata o ex-espião e sua filha Yulia e desejou as melhoras para ambos.

A missão diplomática russa também expressou sua esperança de que o melhoramento da saúde de Sergei e Yulia Skripal contribua para a investigação do crime levado a cabo contra eles. A embaixada se mostrou certa de que uma investigação imparcial descobrirá finalmente que as pretensões britânicas em relação à Rússia são ilegítimas.

Em 4 março, Sergei Skripal, de 66 anos, condenado pela Justiça russa por espionagem a favor dos interesses britânicos, e sua filha Yulia, de 33 anos, foram atacados com a substância tóxica A-234, segundo assegura a parte britânica.

Depois, Londres chegou a afirmar que esta substância estaria sendo produzida na Rússia e que Moscou teria algum envolvimento no caso.

Já a parte russa tem refutado todas estas acusações e especulações, assinalando que nem a URSS, nem a Rússia teve programas de produção desta substância.

Sputnik