João Pessoa 15/08/2018 05:04Hs

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Ex-premier israelense é preso sob acusações de corrupção

Ehud Olmert deverá ficar preso, mas isolado de outros detentos, por 19 meses

premier corruptoEx-primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert enfrenta processos por corrupção e obstrução da justiça

JERUSALÉM — O ex-primeiro ministro de Israel, Ehud Olmert, foi preso nesta segunda-feira sob acusação de corrupção. O ex-premier é o primeiro antigo chefe do governo israelense a enfrentar a prisão, embora tenha se declarado inocente ao ser levado à penitenciária de Maasiyahyu, nas proximidades de Tel Aviv. Após ter sido forçado a renunciar ao cargo em 2008 por conta de uma série de escândalos, Olmert deverá ficar preso por 19 meses — pena bastante reduzida em comparação aos seis anos de prisão originalmente impostos ao político.

— Ninguém está acima da lei — disse Olmert nesta segunda-feira. — Eu cometi erros, mas eles não tinham natureza criminosa.

Em dezembro, a Justiça de Israel havia confirmado a condenação do ex-premier por corrupção e obstrução da justiça. As acusações contra o político começam no seu mandato de prefeito de Jerusalém, entre 1992 e 2003. Ele foi acusado de aceitar suborno para influenciar a distribuição de licitações para a construção de edifícios de luxo.

Enquanto aguarda o julgamento de outros processos na Justiça, Olmert ficará preso em isolamento aos outros detidos e sob a vigilância das forças de serviço secreto do país, por razões de segurança nacional. Esta é a mesma prisão em que o ex-presidente israelense Moshe Katsav foi preso ao ser condenado por crimes sexuais.

Hoje com 70 anos, Olmert se tornou famoso em Israel pela sua campanha contra o crime organizado. Em seu mandato como primeiro-ministro, chegou a conseguir avanços nas negociações com dirigentes palestinos, na tentativa de estabelecer um acordo para a formação de dois Estados. No entanto, os escândalos de corrupção envolvendo seu nome o obrigaram a deixar o cargo — e, pouco tempo depois, o Exército Israelense deu início à primeira guerra de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

O Globo