João Pessoa 21/07/2018 15:41Hs

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França: Além dos trens, greve promete afetar um quarto dos voos da Air France

Greve da Air France, que promete afetar 25% dos voos, pode provocar transtorno e filas nos aeroportosREUTERS/Eric Gaillard

Os sindicatos do setor dos transportes convocaram uma importante greve nesta terça-feira (3) na França. Além dos serviços ferroviários, a mobilização também deve atingir o espaço aéreo, com uma forte participação da companhia Air France. Os funcionários públicos cruzam os braços em protesto contra reformas anunciadas pelo presidente francês Emmanuel Macron, enquanto os empregados do setor privado reivindicam aumento de salário.

As equipes da Air France vão parar de trabalhar nesta terça-feira pela quarta vez em pouco mais de um mês. Os sindicatos da empresa aérea reivindicam um aumento geral dos salários de 6%.

Durante a greve anterior, em 30 de março, 75% dos voos operaram normalmente. Mas, desta vez, os sindicatos prometem uma mobilização maior e a empresa prevê um tráfego aéreo bem mais perturbado. Outras paralisações foram convocadas na Air France para os dias 7, 10 e 11 de abril.

Mas é do lado do transporte ferroviário que a situação estará mais complicada nesta terça-feira. A greve, que deve durar até quinta-feira (5) de manhã, será a primeira de uma série de paralisações de dois dias, que devem se repetir a cada cinco dias até o mês de junho. Os sindicatos avisaram que este protesto provocará graves perturbações para os 4,5 milhões de usuários de trens na França.

Linhas para Espanha, Itália e Suíça então entre as mais perturbadas

A previsão é de que apenas um em cada oito trens de alta velocidade circule nesta terça-feira. Além das perturbações na rede nacional, entre as destinações internacionais, não haverá nenhum trem com destino à Espanha, Itália e Suíça. Já três em cada quatro Eurostars para Londres e Bruxelas devem circular normalmente. O sistema Thalys, que viaja para Bélgica e Holanda, deve operar quase normalmente.

Os sindicatos da SNCF protestam contra a supressão do estatuto especial de seus trabalhadores para novas contratações, a abertura do serviço ferroviário à concorrência e a transformação da empresa em sociedade anônima. Para os grevistas, esta última medida abriria a via para uma futura privatização, algo que o governo nega.

(Com informações da AFP)