João Pessoa 22/06/2018 05:36Hs

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Morre um dos atropelados em Nantes e governo anuncia reforço da segurança para o Natal

morre um dos atropeladosO governo francês anunciou nesta terça-feira (23) um reforço de 200 a 300 militares para garantir a segurança durante o Natal e acalmar os franceses, que estão inquietos depois de três ataques, pelo menos um deles tendo relação com o islamismo radical. Também na terça-feira, o governo confirmou a primeira vítima fatal dos atentados, um homem de 25 anos atropelado em Nantes, no dia anterior.

 A vítima não resistiu a um traumatismo craniano. O homem estava em um mercado de rua, entre a multidão que foi atropelada. O motorista esfaqueou a si mesmo, antes de ser preso. Outras cinco pessoas continuam hospitalizadas.

Ao anunciar a morte, o presidente François Hollande convocou mais uma vez a população a “não ceder ao pânico” e a manter “o sangue muito frio”, em um momento de angústia para muitos franceses. O jornal popular Le Parisien desta terça traz como manchete “Medo no Natal”.

O presidente e o primeiro-ministro, Manuel Valls, garantiram que os ataques não estão relacionados entre si. Por enquanto, apenas o primeiro atentado – um ataque com faca contra policiais, no sábado – é considerado pelas autoridades como uma agressão de caráter terrorista. Outro atropelamento, em Dijon, no domingo, segue sendo investigado.

“Nós queremos proteger e assegurar os franceses e lhes dizer que todos os serviços do Estado estão mobilizados”, disse Valls, após fazer uma reunião de urgência com seus ministros pela manhã. Ele também anunciou um reforço das patrulhas militares antes do período de festas, como parte do plano Vigipirate, o dispositivo de segurança francês que é ativado sempre que há ameaça terrorista.

Oposição acusa governo de negligência

O efetivo da patrulha, que hoje é de 780 homens, será aumentado em 200 a 300 militares. Segundo Valls, eles serão posicionados em pontos de grande frequentação, como zonas comerciais, centro das cidades, estações de trem e rede de transporte em geral. Pelo menos a metade do efetivo total ficará concentrada na região parisiense. O primeiro-ministro também afirmou que não é possível se antecipar às investigações e supor que a sucessão de ataques seja explicada pelo mesmo motivo.

O partido de extrema direita Frente Nacional acusa o primeiro-ministro de estar minimizando estes ataques concomitantes. O jornal Le Figaro, próximo à oposição ao governo Hollande, criticou, em um editorial, a fraqueza do governo de esquerda diante do que chamou de “os loucos de Alá”. Tanto no ataque ao policial de sábado quanto no atropelamento de domingo, em Dijon, os criminosos teriam proferido a frase “Allahu Akbar” (Alá é grande).