João Pessoa 28/05/2018 01:20Hs

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Paris e Londres convocam embaixadores de Israel

Construção de novas colônias no território palestino ocupado revoltou países

Israel anunciou na sexta a construção de novas colônias na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém orientalIsrael anunciou na sexta a construção de novas colônias na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém oriental (Baz Ratner/Reuters)

Os embaixadores de Israel na França e na Grã-Bretanha foram convocados nesta segunda-feira para dar explicação sobre o projeto de novas colônias israelenses em Jerusalém oriental e na Cisjordânia ocupada. Os dois países estudam agora como impor represálias ao governo de Israel por aprovar a construção das colônias.

O embaixador de Israel na França, Yossi Gal, foi convocado pelo ministério francês das Relações Exteriores, informou a embaixada do país em Paris. O ministério francês, sem confirmar a informação, destacou que estava estudando os meios de “marcar a desaprovação” ao projeto. A França foi um dos países membros da ONU que votaram a favor da elevação do status palestino na organização, que passou de entidade observadora a estado observador não-membro.

O embaixador israelense na Grã-Bretanha, Daniel Taub, foi convocado em Londres para apresentar explicações sobre o projeto anunciado na sexta-feira de construção de 3.000 casas nos territórios palestinos ocupados. Taub foi convocado para uma reunião com o secretário de estado para o Oriente Médio, Alistair Burt.

Segundo o jornal israelense Haaretz, que cita fontes diplomáticas de vários países europeus, o anúncio israelense na sexta-feira, que se seguiu ao reconhecimento da ONU à Palestina como estado observador, causou grande irritação em várias capitais da Europa, que nesta ocasião não se limitarão a condenar os fatos, mas tomarão medidas diplomáticas mais duras.

Represália – O problema se deve nem tanto à construção de novas casas para colonos judeus nos assentamentos mas, sobretudo, à decisão de realizar o projeto denominado E1, que pretende unir colônias em Jerusalém Oriental com a de Maale Adumin, o que impediria a continuidade territorial da Cisjordânia e tornaria inviável o estabelecimento de um estado palestino.
A construção do projeto E1 é “uma linha vermelha” para França e Reino Unido, de acordo com o Haaretz. Além da ampliação de assentamentos, Israel anunciou no domingo que confiscará 460 milhões de dólares do dinheiro de impostos e tarifas que arrecada em nome da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e que é obrigado a transferir-lhe segundo os acordos de paz de Oslo.
Morte – Também nesta segunda-feira,soldados israelenses mataram um palestino armado com um machado durante um confuso incidente no norte da Cisjordânia, informou a polícia de Israel. “Aconteceu um acidente com um automóvel palestino e um jipe militar perto de Einav (uma colônia israelense)”, disse Louba Samri, porta-voz da polícia israelense.
“O jipe virou e, quando os soldados tentavam sair, um palestino se aproximou e tentou atacá-los. Os soldados atiraram e mataram o palestino”, completou a porta-voz. Um dos ocupantes do jipe ficou levemente ferido no acidente e outro pela agressão do palestino, de acordo com Samri, que anunciou a abertura de uma investigação. A rádio militar israelense informou que cinco soldados ficaram feridos no acidente.
(Com agências EFE e France-Presse)