João Pessoa 20/07/2018 14:35Hs

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Relatório vazado: China quer reformar exército para poder ‘ganhar guerra’ e superar os EUA

A China planeja reformar suas Forças Armadas para expandir seu poderio militar em terra, mar e ar a fim de proteger seus interesses estratégicos em uma nova era, informou a agência japonesa Kyodo citando um relatório militar interno chinês que ficou à sua disposição.

O documento foi divulgado dentro da Comissão Central Militar do país asiático em fevereiro deste ano.

Liaoning, primeiro porta-aviões da China, navegando durante exercícios militares no Pacífico
As reformas incluiriam a reorganização do sistema militar de comando e controle da estrutura de quatro níveis para uma de três, a doutrina estratégica também deveria ser ajustada, aponta o documento.

Se as reformas avançarem, existe a possibilidade de um agravamento das tensões com os países vizinhos, incluindo o Japão, no mar do Sul da China, bem como em outros lugares, adverte o documento.

“À medida que abrimos e expandimos nossos interesses nacionais para além das fronteiras, precisamos urgentemente de uma proteção abrangente para nossa própria segurança em todo o mundo”, lê-se no relatório citado pela agência.

Através de uma série de ajustes na estratégia militar, o “equilíbrio, a dimensão e a expansão dos objetivos estratégicos da China” seriam reforçados. As medidas visam “lidar de forma mais eficaz com uma crise, conter um conflito, vencer uma guerra, defender a expansão dos interesses estratégicos do nosso país de maneira integral e cumprir os objetivos estabelecidos pelo partido e pelo Presidente Xi [Jinping]”.

Ultrapassar uma potência em declínio

Nota de cinco dólares em chamas
O documento revelou também as intenções do gigante asiático de ultrapassar os EUA em termos de poderio militar. “As lições da história nos ensinam que o poderio militar forte é importante para que um país cresça de ser grande a ser forte”, segundo o relatório.

“Um exército forte é o caminho para […] escapar da obsessão de desencadear uma guerra inevitável entre uma potência emergente e uma hegemonia dominante”, acrescentou.

Segundo os militares chineses, as reformas das Forças Armadas são um “ponto de virada” significativo para que um país emergente ultrapasse Washington, sugerindo que os EUA se encontram em declínio, interpretou o relatório a agência Kyodo.

Sputnik