João Pessoa 21/06/2018 21:41Hs

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Tribunal egípcio ratifica condenação à morte de sete acusados de terrorismo

Eles foram acusados de terrorismo por cometerem uma carnificina contra soldados em Rafah, no norte da Península do Sinai, em agosto do ano passado

TRIBUNAL EGIPCIOFumaça sobe das explosões de demolição na cidade de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, nesta terça-feira (04). Com dinamite e maquinaria pesada, o exército do Egito foi demolindo casas ao longo da fronteira com a região para dar lugar a uma zona tampão, buscando impedir que militantes e contrabandistas entrem no país  (Adel Hana/AP)

O Tribunal Penal do Cairo ratificou neste sábado a condenação à morte na forca de sete cidadãos egípcios acusados de terrorismo por cometerem uma carnificina contra soldados em Rafah, no norte da Península do Sinai, em agosto do ano passado. Segundo a agência estatal de notícias Mena, o juiz Mohammed Shirin Fahmi considerou os sete homens culpados no caso conhecido como “o segundo massacre de Rafah” e os sentenciou à pena máxima.

O caso se refere ao assassinato de 25 soldados e policiais da Segurança Central em Rafah, assim como à tentativa de assassinato de outros em Belbis, perto da fronteira egípcia com Israel, em agosto de 2013. O tribunal ratificou assim a condenação de 15 de outubro, após receber a aprovação do mufti Shauqi Alam, máxima autoridade religiosa do país. Os procedimentos do sistema judiciário egípcio estipulam as consultas ao mufti nos casos de pena de morte.

Os condenados também foram acusados de conspirar junto com o movimento terrorista da Al Qaeda contra o Egito. Outros três sentenciados foram condenados a prisão perpétua e outros 22 foram condenados a 15 anos de prisão. Três dos acusados foram absolvidos.

O ataque aconteceu semanas depois da cassação militar do então presidente islamita, Mohammed Mursi, em 3 de julho de 2013. Entre os condenados estão o jihadista Adel Abdel Aziz, apelidado de “Al Habara”, descrito como “o cérebro do atentado” e que foi capturado em setembro do ano passado na Península do Sinai.

Após o golpe de Estado, os ataques contra as Forças Armadas e a polícia egípcias aumentaram no país, principalmente na Península do Sinai. Os grupos jihadistas Ansar Beit al Maqdis (Seguidores da Casa de Jerusalém) e Agnad Masr (Soldados do Egito) reivindicaram muitos destes atentados.

(Com Agência EFE)