João Pessoa 24/05/2018 11:41Hs

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Trump celebra um ano na Casa Branca com governo paralisado; veja o que fecha nos EUA

Os senadores Chuck Schumer (esq.) e Tom Carper deixam o Senado após o fracasso das negociações para aprovar a extensão do orçamento federal

Um ano após a posse de Donald Trump, o governo federal americano está paralisado desde o primeiro minuto deste sábado (20) por falta de acordo no Senado para aprovar uma extensão do orçamento por quatro semanas, até 16 de fevereiro. O bloqueio provoca o chamado “shutdown” (fechamento, em português) de serviços públicos considerados não essenciais aos cidadãos.

 As consequências do “apagão” financeiro em ministérios, agências, parques e museus nacionais americanos devem ficar mais evidentes a partir de segunda-feira (22), quando cerca de 850 mil funcionários federais vão se encontrar em situação de “desemprego técnico”, obrigados a tirar férias não remuneradas.

No Pentágono, o maior empregador público, a paralisação vai envolver a metade dos 750 mil funcionários civis. Os soldados não param de trabalhar e serão pagos mais tarde.

Cerca de 368 parques nacionais e museus serão afetados. Os centros de pesquisa médica também permanecerão fechados, assim como a maioria das agências administrativas federais, incluindo as de coleta de impostos. Difícil também fazer passaporte ou obter vistos nestas condições.

O “apagão” será particularmente difícil para Washington. A capital federal é financiada diretamente pelo Congresso. Haverá suspensão da coleta de lixo mesmo que o transporte e as escolas ainda funcionem. Ficam isentos da paralisação a Casa Branca, a polícia, o correio e o transporte aéreo.

 O último “shutdown” americano data de 2013, durante a gestão de Barack Obama. A ruptura institucional, na época, produziu 16 dias de paralisia e teve um custo estimado de US$ 2 bilhões a US$ 6 bilhões para os cofres públicos.

Trump é responsabilizado pelo fracasso das negociações

A extensão do financiamento federal tinha sido aprovada pela Câmara de Representantes por 230 votos contra 197, mas tropeçou no Senado. As negociações de última hora não surtiram efeito e a tentativa do Partido Republicano de aprovar a medida fracassou. Os republicanos reuniram 51 dos 100 votos na Casa, mas eram necessários 60 votos.

Os democratas aproveitaram a votação para exercer pressão sobre Trump em questões relacionadas à política de imigração, como o destino dos “dreamers”, os cerca de 690 mil jovens que chegaram clandestinamente ao país quando eram crianças e agora estão à mercê de uma possível expulsão.

A Casa Branca acusou a oposição democrata de fazer os americanos de reféns. “Nesta noite [sexta-feira], colocaram a política acima da segurança nacional. […] Nós não negociaremos a situação de imigrantes ilegais enquanto os democratas fizerem cidadãos respeitosos do direito como reféns, com exigências irresponsáveis”, disse Sarah Sanders, porta-voz de Trump.

Já o senador democrata Chuck Schumer afirmou que “ninguém é mais responsável pela atual paralisia do que o presidente Trump”.

As mulheres americanas são convocadas para sair às ruas neste sábado, a fim de demonstrar seu descontentamento com a política de Trump. O movimento é inspirado na Marcha das Mulheres, de 2017.

 Noticiário Francês