João Pessoa 19/07/2018 15:01Hs

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Putin afirma que queda de avião russo no Egito foi um atentado.

Presidente promete castigar terroristas e anuncia intensificação de bombardeios na Síria

avião russo abatidoVladimir Putin comanda uma reunião em Moscou sobre a queda do avião russo no Sinai  

MOSCOU – A queda de um Airbus da companhia russa Metrojet no Sinai no final de outubro, que matou as 224 pessoas a bordo, foi um atentado, afirmou Vladimir Putin. Depois de uma reunião de segurança em Moscou, o presidente russo prometeu vingança contra os responsáveis e anunciou que a campanha aérea na Síria será intensificada.

“Podemos dizer que se trata de um atentado”, disse Putin, segundo um comunicado divulgado pelo Kremlin. “Durante o voo foi ativado um artefato explosivo de fabricação caseira com potência equivalente a um quilo de TNT”.

Alguns minutos antes, o diretor do Serviço Secreto Russo (FSB), Alexander Bortnikov, também afirmou que o desastre aéreo foi um ato terrorista. No mesmo dia da queda da aeronave, no dia 31 de outubro, o Estado Islâmico anunciou que havia derrubado o Airbus em resposta aos ataques russos no território sírio.

A princípio, as autoridades russas haviam sustentado que só uma investigação poderia determinar as causas da catástrofe, mesmo com o Reino Unido e Estados Unidos apontado que havia indícios de que havia sido um atentado. Mas, na semana passada, o premier Dmitri Medvedev admitiu que a queda foi possivelmente resultado de um “ato terrorista”.

Em resposta, Putin prometer buscar e castigar os responsáveis:

— Não vamos secar nossas lágrimas, isso nos marcará para sempre. Mas não nos impedirá de encontrar e castigar os criminosos — disse.

Segundo a agência russa de notícias Interfax, o FSB oferece US$ 50 milhões como recompensa por informações que levem à captura dos autores do crime.

Logo depois do anúncio do presidente, uma fonte do governo francês informou que a Rússia realizou ataques aéreos na Síria no principal reduto do EI, a cidade de Raqqa.

— Neste momento, os russos estão em processo de atingir fortemente a cidade de Raqqa, provando que eles estão se tornando conscientes (da ameaça do EI) — afirmou a fonte.

FUNCIONÁRIOS SUSPEITOS

Também nesta terça-feira Autoridades egípcias detiveram dois funcionários do aeroporto de Sharm al-Sheikh em conexão com a queda do avião russo, informaram duas fontes de segurança.

— Dezessete pessoas estão detidas, dois deles são suspeitos de ajudar quem colocou a bomba no avião no aeroporto de Sharm al-Sheikh — disse uma das fontes.

Um das autoridades de segurança afirmou que imagens de câmeras no aeroporto mostraram um carregador de bagagem entregando uma mala a outro homem, que estava posicionando as malas no Airbus 321 pela parte de baixo da aeronave na plataforma.

Um funcionário do departamento de imprensa do aeroporto confirmou, sob condição de anonimato, que dois integrantes da equipe em solo foram detidos na segunda-feira à noite.

O Globo