João Pessoa 24/05/2018 09:42Hs

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Após ser acusado de politizar processo, Fernando Catão responde Ricardo: ‘não influi, nem contribui’

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Fernando Catão, nesta segunda-feira (27), respondeu às críticas do governador Ricardo Coutinho (PSB). O socialista acusou o TCE-PB de tomar lado na disputa política.

“Não influi nem contribui até porque na qualidade de juiz, só se fala pelos autos”, declarou Catão, que foi responsável, por meio de uma medida cautelar, pela suspensão do programa Empreender-PB no início de novembro.

O presidente do órgão, André Carlo Torres, já havia rebatido outra fala de Coutinho na última semana, quando este revelou que está reunindo todas as acusações feitas pelo TCE-PB e prometeu dar uma resposta.

“A nossa resposta é apenas nos processos, o Tribunal só se manifesta nos autos. O TCE sempre publiciza todas as decisões, tudo a gente coloca no portal da transparência e no Diário Oficial on-line”, declarou em contato com o portal Paraíba.com.br

Relembre – O governador Ricardo Coutinho (PSB), nesta segunda-feira (27), voltou a comentar a disputa que está tendo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), que bloqueou as ações do Empreender-PB após reclamar da redução no duodécimo destinado ao poder na Lei de Orçamento Anual de 2018.

“Fernando Catão [conselheiro que solicitou a suspensão do programa] fez tudo errado e colocou o TCE que, em fato consumado, está prejudicando o povo da Paraíba, foi uma violência, extrapolou todos os limites. É muito grave o que está acontecendo e quem está sendo atacado é a população”, disse.

Em entrevista concedida ao Sistema Arapuan, o socialista ainda avaliou que aqueles que fazem o Tribunal tem motivações políticas e, por isso, estão atacando o governador. O governador ainda apontou que o conselheiro da denúncia é Arthur Cunha Lima e a acusação inicial é do genro de Catão, Tovar Correia Lima.

“Eles têm uma clara predileção em torno do governador que não pode acontecer porque está fora das nossas competências e atribuições republicanas. A disputa política chegou ao TCE e não é a primeira vez que acontece isso. Todos têm direito a ter suas preferências, mas, nesse campo, o interesse público tem que ser maior que todos”, arrematou.

Yves Feitosa/Maurílio Júnior