João Pessoa 21/05/2018 07:14Hs

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Ataque do al-Shabaab deixa oito mortos em hotel na Somália

Grupo afirmou que atentado em Mogadíscio foi retaliação por ofensiva de tropas da União Africana.

ataque a somáliaSoldados da União Africana passam por cenário de destruição em Mogadíscio, após explosão no Hotel Jazeera que deixou oito mortos

MOGADÍSCIO, Somália — Um homem-bomba colidiu um caminhão cheio de explosivos contra a parede exterior de um dos hotéis mais seguros de Mogadíscio, danificando seriamente o prédio e matando oito pessoas, afirmou o capitão de polícia Mohammed Hussein..

O ataque, que deixou 20 feridos, foi reivindicado pelo grupo al-Shabaab, ligado à al-Qaeda. O luxuoso Jazeera Hotel, cercado por muros, é considerado o mais seguro na capital da Somália, e é frequentado por diplomatas, turistas estrangeiros e outros chefes de Estado.

— Isto é realmente assustador — disse Mohammed Yusuf, que testemunhou a explosão. — Destruir o hotel Jazeera desta maneira mostra que não há muros capazes de deixar alguém seguro.

A explosão destruiu pelo menos oito quartos e surpreendeu os moradores da capital somali.

— Eles queriam destruir todo o edifício do hotel — afirmou Mohamed Ali, um oficial da polícia somali.Soldados nervosos dispararam para o ar para dispersar uma multidão que seguiu em direção ao hotel após a explosão, enquanto médicos transportavam vítimas feridas em ambulâncias.

O ataque acontece em um momento em que forças somalis apoiadas por tropas da União Africana lançaram uma ofensiva, batizada de Operação Corredor Jubba, contra os militantes, empurrando-os para fora de duas cidades principais. A coalizão já expulsou o al-Shabaab da capital.

O grupo, ligado a Al-Qaeda, muitas vezes realiza ataques quando se sente sob pressão pelas forças de segurança.

Em um comunicado emitido após o ataque, o al-Shabaab disse que os ataques aconteceram em retaliação pela morte de dezenas de civis nas mãos de forças etíopes, que integram a força da União Africana. Segundo os jihadistas, o hotel foi um alvo, porque abriga embaixadas “ocidentais” que estão ajudando a coordenar a ofensiva.

Neste domingo, o presidente americano Barack Obama deixou o Quênia e seguiu para a Etiópia. A visita do presidente incluiu discussões sobre como lidar com a ameaça do al-Shabaab.

O Globo