João Pessoa 22/07/2018 08:17Hs

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Barata Filho e ex-presidente da Fetranspor deixam presídio, no Rio

Gilmar Mendes ordenou soltura e recolhimento domiciliar dos réus da Lava-Jato

Jacob Barata Filho na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro – Fabiano Rocha / Agência O Globo

RIO — O empresário Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira deixaram o presídio de Benfica na manhã deste sábado. Réus na Operação Ponto Final, que investiga o pagamento de propina por parte de gestores de ônibus a políticos, eles tiveram a soltura ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária confirmou que os dois deixaram o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, por volta de 10h15m. Pessoas que aguardam a saída dos réus, à porta da unidade prisional, não os viu saírem da prisão.

Na deliberação, o ministro determinou aos dois réus o recolhimento domiciliar, a retenção de passaporte e a proibição de contato com outros investigados na ação.

Gilmar Mendes concedeu, de novo, habeas corpus para libertar Barata Filho e Lélis Teixeira nesta sexta-feira. O juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio, expediu novos mandados de prisão após o ministro do STF ordenar a soltura em uma primeira decisão, na quinta-feira.

Isso, porque, mesmo soltos para responder ao processo da Ponto Final, havia determinação de prisão preventiva de Barata Filho por evasão de divisas e, no caso do ex-presidente da Fetranspor, por conta da última operação, em que o ex-secretário municipal Rodrigo Bethlem foi chamado à Polícia Federal para dar explicações. Assim, Bretas mandou expedir os mandados de prisão, o que não havia sido feito por ambos estarem na cadeia. No dia seguinte, o ministro do STF estendeu a sua decisão também para esses casos e os réus puderam seguir à prisão domiciliar neste sábado.

O ESQUEMA

Sucessor de Jacob Barata, o “Rei dos Ônibus”, Jacob Barata Filho é suspeito de ser um dos administradores de um esquema que teria pago cerca de R$ 500 milhões em propina em troca de vantagens a empresas do setor de transportes. Segundo o MPF, o esquema seria uma ramificação da suposta organização criminosa liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral, destinatário de R$ 144 milhões.

Ao todo, 24 pessoas viraram réu a partir das investigações da Ponto Final, entre elas Cabral, Barata e Teixeira. Os denunciados respondem por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e participação em organização criminosa.

G1.Globo