João Pessoa 24/06/2018 12:39Hs

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CGU abre processo administrativo contra mais seis empresas envolvidas na Operação Lava-Jato.

Controladoria já havia instaurado processos contra dezoito companhias investigadas.

egesaRIO – A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou nesta quarta-feira a abertura de mais seis processos administrativos de responsabilização contra empresas envolvidas na Operação Lava-Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. Os processos são contra a Tome Engenharia S/A, Egesa Engenharia S/A, Carioca Christian Nielsen S/A, Skanska Brasil Ltda, EIT Empresa Industrial Técnica S/A, MPE Montagens e Projetos Especiais S/A. Há possibilidade de novos processos serem abertos contra outras empresas.

As companhias serão notificadas nos próximos dias, já que a decisão do ministro-chefe da CGU, Valdir Simão, foi publicada hoje no Diário Oficial da União. A Controladoria informou que, caso sejam responsabilizadas, as empresas podem ficar impedidas de celebrar novos contratos e receber multas ou, se for o caso, outras penalidades cabíveis.

Segundo o MPF, algumas outras empresas de fora do “clube” participaram e venceram de forma esporádica determinadas licitações na Petrobras, mediante negociação com as empreiteiras que formariam o cartel. Entre essas empresas está a Tomé Engenharia e a Carioca. De acordo com as investigações, a Skanka passou a fazer parte do “clube” que dividiria as obras entre si a partir de 2006, e a MPE e a Egesa participavam do cartel. Na planilha do doleiro Alberto Youssef, há uma referência a um pagamento de R$ 3,2 milhões à empresa do doleiro pelo Consórcio Rnest Edificações, formado por Engevix Engenharia e Empresa Industrial Técnica (EIT).

Já haviam sido instaurados processos administrativos de responsabilização contra 18 empresas envolvidas na Operação Lava-Jato: Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão, UTC-Constran, Alumni Engenharia, GDK, Promon Engenharia, Andrade Gutierrez, Fidens Engenharia, Sanko Sider, Odebrecht, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Ambiental e SOG Óleo e Gás.

A Alumini Engenharia está em processo de recuperação judicial. Ela participava de obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), mas a Petrobras rompeu o contrato com a empresas nas duas obras.

Os primeiros processos foram abertos pela CGU em dezembro do ano passado. Na ocasião, o órgão informou que “a decisão era resultado da análise, feita pela equipe da CGU, de documentos e informações da investigação da Operação Lava-Jato, que foram compartilhadas pela Justiça Federal, pelo juiz Sérgio Moro”. A CGU afirmou que se baseou não apenas nos depoimentos contidos no material compartilhado, mas principalmente nas provas documentais, como e-mails, notas fiscais, transferências bancárias e registros de interceptações telefônicas, entre outros.

OUTRO LADO

A Egesa Engenharia S/A enviou nota em que nega qualquer participação nos ilícitos investigados pela Polícia Federal e Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava-Jato, afirmando que jamais obteve benefício de qualquer natureza na condução de seus contratos junto a Petrobras.

“A instauração de procedimento junto à Controladoria-Geral da União decorre do encaminhamento de processo administrativo em curso na Petrobras, o qual foi instaurado em desfavor da empresa por uma única e imprecisa referência ao seu nome feita pelo delator colaborador Alberto Youssef”, diz a nota.

A Skanska informou que conduz seus negócios “com alto grau de integridade e ética e está à disposição das autoridades para colaborar nas investigações. As outras empresas ainda não se pronunciaram.

O Globo