João Pessoa 19/08/2018 17:48Hs

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Coaf identificou movimentações atípicas de R$ 51,9 bilhões de investigados na Lava-Jato.

Presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras afirmou que já foram produzidos 267 relatórios para as investigações.

lava jato 51 bilhõesO presidente do COAF, Antonio Gustavo Rodrigues, presta depoimento na CPI da Petrobras – Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA – O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações atípicas de investigados na Lava-Jato no montante de R$ 51,9 bilhões. A informação foi revelada na CPI da Petrobras pelo presidente do órgão, Antonio Gustavo Rodrigues, e consiste na soma dos 267 relatórios feitos de 2011 até agora a pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para municiar essa investigação.

Rodrigues ressaltou que o número não é absoluto e que pode ter o caso de algumas operações financeiras repetidas. Destacou que foram alvo dos relatórios, até o momento, 27.579 pessoas físicas e jurídicas e a base foram 8.918 comunicações de movimentações atípicas recebidas pelo órgão.

Em novembro de 2014, o Coaf tinha divulgado a realização de 108 relatórios para a Lava-Jato, que totalizavam movimentações atípicas de R$ 23,7 bilhões. Entre as pessoas citadas no relatório estão alguns dos principais alvos da operação, como o doleiro Alberto Youssef, descrito por Rodrigues como um personagem que já era “famoso” antes da operação.

— Youssef já era famoso, já tinha sido investigado, fez delação no passado, mas ele continuou operando — afirmou Rodrigues

O presidente do Coaf observa que foi com base em relatórios do órgão sobre a atuação de doleiros que foi iniciada a operação. Desde então, a investigação cresceu e chegou à Petrobras, com a prisão de ex-dirigentes, e às principais empreiteiras do país, que tiveram executivos presos.

Rodrigues reclamou da falta de estrutura do órgão que preside. Citou que enquanto o Coaf brasileiro tem 54 funcionários, o do Paraguai tem 80. Ressaltou ainda que 9 dos funcionários que atuam atualmente no Coaf são cedidos por outros órgãos. Afirmou que o Conselho tem tentado contornar a falta de pessoal com investimentos em tecnologia.