João Pessoa 25/06/2018 06:19Hs

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Cooperativas preveem caos e confirmam desligamento no dia 24

As cooperativas de especialidades médicas que atuam no Complexo Hospitalar Clementino Fraga, Arlinda Marques, Hospital de Itabaiana, Hospital de Guarabira, Hospital de Itapororoca, Hospital Edson Ramalho e Trauma de Campina Grande publicaram hoje uma nota em alguns jornais da Paraíba confirmando e lamentando a decisão judicial que proíbe a continuidade da prestação de serviço que fazem atualmente aos hospitais públicos. Mais que isso, as entidades preveem o caos no atendimento aos pacientes carentes e responsabilizam o procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, pela situação.
Confira a nota, na íntegra:
As cooperativas de especialidades médicas COOMIT/PB, COOPECIR/PB, COORT/PB, NEUROVASC, COOPANEST/PB, COOPED/PB, COOPAGIO/PB E COCAN vêm perante todos os usuários dos hospitais públicos da Paraíba, Complexo Hospitalar Clementino Fraga, Arlinda Marques, Hospital de Itabaiana, Hospital de Guarabira, Hospital de Itapororoca, Hospital Edson Ramalho e Trauma de Campina Grande, com muito pesar informar que por força de determinação judicial motivada por ação civil pública impetrada pelo procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, as cooperativas supracitadas não prestarão serviço nos hospitais supramencionados a partir das 7h do dia 24 de outubro do corrente ano.

A ação civil pública, ainda discutida judicialmente no Supremo Tribunal Federal, proíbe a contratação de cooperativas de especialidades médicas pelo Estado da Paraíba sob pena de multa no valor de R$ 5 mil por cooperado, tornando impraticável a continuação da prestação do serviço nestes hospitais.

Ressalte-se nessa discussão que o procurador do Trabalho é sabedor que os médicos não podem receber diretamente (como pessoa física) por mais de duas fontes pagadoras públicas (empregos públicos), e diante da flagrante escassez de médicos especialistas para hospitais de urgência e emergência (anestesiologistas, cirurgiões gerais, cirurgiões pediatras, neurocirurgiões, intensivistas, cirurgiões toráxicos, cirurgiões vasculares, pediatras, obstretas, etc), que em sua grande maioria já possuem dois vínculos públicos, inexiste, no Estado da Paraíba, mão de obra especializada suficiente para preencher tais serviços de saúde, colocando a população que necessita desses hospitais totalmente desamparada.

É de bom alvitre lembrar que o SUS em conjunto com o Ministério Público Federal vêm atuando fortemente exigindo que os médicos se desfaçam de qualquer vínculo público acima do permitido.

Dessa forma que com muita tristeza e apreensão pelo caos que se aproxima, as cooperativas de especialidades médicas lamentam que, no dia do médico (18/10), informar a população paraibana que independente da vontade e do sentimento que o médico possui para tentar salvar vidas, que as instituições não poderão prestar os atos médicos em razão da multa judicialmente imposta, o que poderá custar a vida de vários pacientes que necessitam do atendimento público de saúde.
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