João Pessoa 26/05/2018 17:47Hs

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Couto denuncia práticas de tortura, estupro e racismo nas escolas

couto defendeO deputado Luiz Couto (PT-PB) ocupou a tribuna da Câmara Federal, segunda-feira (24), para denunciar o número crescente de violência praticada nas escolas públicas e particulares do Brasil. Couto frisou que trotes escolares já fizeram vítimas fatais; chamou de irresponsáveis os atos de ódio praticados contra novatos que ingressam nas universidades; e relatou que alguns alunos se expressam da seguinte forma: “se eu sofri o trote ele também tem que sofrer”.

 Luiz Couto ressaltou que casos de abuso sexual, drogas, torturas em trotes e racismo foram constatados antes mesmo de uma audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, que discutiu o que vem ocorrendo dentro de estabelecimentos universitários a exemplo da USP, onde já chegaram ao Ministério Público oito ocorrências de abusos sexuais no curso de Medicina.
O petista afirmou que os crimes não param por aí. Discorreu que uma aluna narrou que estupradores cantavam nas festas da universidade: “estupro sim, o que que tem? Se reclamar eu estupro você também”.
Couto destacou, ainda, recentes fatos envolvendo professores e alunos, e ressaltou que alguns docentes têm distorcido a política de liberdade, de conceito e de democracia entre cor e raça. “Por fim existem as violências físicas e morais, o que também socialmente acarretam revoltas dentro das universidades e fora delas”, completou.
O deputado salientou que a situação e, sobretudo, a impunidade, incomodam organizações sociais locais, que estão mobilizadas para exigirem das autoridades competentes proteção às crianças, aos adolescentes aos jovens e punição aos acusados.
Luiz Couto disse ser necessário tomar medidas que previnam e eliminem qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes nas escolas e universidades, bem como assegurar todos os direitos garantidos na Convenção sobre os Direitos da Criança; Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher e na Convenção Interamericana para Prevenir, Sancionar e Erradicar a Violência contra a Mulher e a tortura.