João Pessoa 20/07/2018 04:50Hs

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Dezesseis cidades da PB ficam sem água por 48 horas após vazamentos em adutora

Segundo informações da Cagepa, os estouramentos são causados pela baixa qualidade do material utilizado na construção da adutora, que tem mais de 12 anos

120850,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0Estouramentos sucessivos na adutora Coremas/Sabugi, na região do Espinharas, deixou a população de 16 cidades sem água desde a última sexta-feira (28). De acordo com informações da Cagepa, apenas na noite desta segunda-feira (1) o abastecimento começaria a ser normalizado e apenas na cidade de Patos. As demais cidades terão novamente água nas torneiras a partir desta terça-feira (2). A adutora Coremas/Sabugi possui 240 quilômetros, tendo sua captação no município de São Bentinho, sendo responsável pela água que chega a 32 cidades.

Segundo o assessor da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Juracy Barbalho Beserra, os estouramentos – grandes vazamentos – acontecem porque a adutora foi feita com material inadequado. “O correto seria usar ferro fundido, que aguenta a pressão da água e do concreto que fica sobre a tubulação, mas a adutora Coremas/Sabugi foi feita com fibra de vidro”, explica Beserra.

Na sexta-feira (28) os técnicos da Cagepa foram acionados por causa do rompimento da adutora logo na captação, em São Bentinho. Com o vazamento em abundância, o barreiro que estava vazio acabou se enchendo com a água que jorrava da adutora. Para fazer o conserto foi necessário primeiro drenar toda a água do pequeno açude, o que transformou a operação numa situação mais complexa e demorada. Assim que o conserto foi feito, um novo estouramento foi detectado quase no mesmo local e a mesma operação teve que ser repetida.

“O que estamos fazendo é substituindo todos os trechos de fibra de vidro onde o estouramento acontece por ferro fundido, mas devido às condições em que a adutora foi feita, novos estouramentos vão surgindo”, explica o assessor da Cagepa.

Paralelamente aos consertos que vão sendo feitos na adutora, a Cagepa precisa providenciar soluções emergenciais para que a população das cidades atingidas não fique complemente sem água. “A solução emergencial é a ativação de poços artesianos e isso nós temos feito em várias cidades, inclusive em Patos, em parceria com as prefeituras”, explicou Beserra.

Ele finalizou dizendo que o gerente regional Maciel Damasceno é um dos melhores técnicos da Cagepa e por isso tem determinado esforços no sentido de garantir que os consertos na adutora, que tem mais de 12 anos, sejam feitos com materiais adequados e que, aos poucos, toda a sua extensão está sendo substituída por material resistente.

Protestos

Alheios aos problemas técnicas explicados pela Cagepa, a população dos municípios que estão sem água desde a última sexta (28) foram às ruas protestar contra o que consideram “descaso” das autoridades. O que eles querem que os problemas sejam resolvidos definitivamente para que o fornecimento de água não seja intermitente, como acontece hoje.
Wanja Nobrega