João Pessoa 26/05/2018 09:54Hs

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‘…E o Vento Levou’ faz 75 anos como maior bilheteria da história

Longa arrecadou mais de US$ 400 milhões em todo o mundo, valor inimaginável para a época, e hoje equivalente a US$ 6,832 bilhões

e o vento levouClark Gable e Vivien Leigh em cena do clássico ‘…E o Vento Levou’ (1939) (Divulgação/VEJA)

O clássico …E o Vento Levou completa 75 anos de sua estreia nesta segunda-feira, ainda ostentando o título de maior bilheteria da história do cinema. Em valores atualizados, o filme, que entrou em cartaz em 15 de dezembro de 1939 em Atlanta, na Geórgia, arrecadou mais de 400 milhões de dólares em todo o mundo, valor inimaginável para a época, e hoje equivalente a 6,832 bilhões de dólares — muito mais que Avatar, o campeão de bilheteria dos tempos atuais (lista abaixo). Quando se considera a inflação acumulada nesses anos todos, o filme fica à frente Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977) e A Noviça Rebelde (1965), segundo o site Box Office Mojo, especializado em bilheteria.

Ao promover um grande encontro de estrelas em uma produção ambiciosa sobre a história americana, …E o Vento Levou pôs fim a uma década tortuosa para Hollywood. Hoje, o filme permanece no imaginário popular, com diálogos consagrados e repetidos até por quem nunca assistiu as quatro horas da narrativa do amor impossível entre Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) e Rhett Butler (Clark Gable) no fim da Guerra de Secessão dos Estados Unidos. “Com Deus por testemunha, eu nunca sentirei fome novamente”; “Francamente, querida, eu não dou a mínima” e “Por pior que seja à noite, amanhã é outro dia”, são algumas das frases que ficaram.

Bem recebido pelo público, …E o Vento Levou também não fez feio no Oscar, de onde saiu com dez estatuetas, uma delas para Sydney Howard, consagrado pela adaptação do romance de Margaret Mitchell, vencedora do Pulitzer em 1937. As atrizes Hattie McDaniel, a estranha coadjuvante “Mammy”, e Vivien Leigh, a protagonista, levaram o prêmio nas respectivas categorias. Já Gable perdeu para Robert Donat, vitorioso por sua atuação no longa Adeus, Mr. Chips. A maior parte das estatuetas, porém, foram em categorias técnicas.

As bilheterias bilionárias do cinema

A história da luta entre humanos e alienígenas da tribo Na’vi pelas riquezas naturais de Pandora — o que levou o filme a ser visto como metáfora da invasão americana no Iraque — quebrou recordes. Ao todo, Avatar arrecadou 2,782 bilhões de dólares. O faturamento do longa ultrapassou o valor ganho por Titanic (1997), até então o longa mais visto da história. O detalhe curioso é que ambos são projetos do canadense James Cameron, um cineasta que certamente não tem problemas financeiros.

 Vivien Leigh, que não simpatizou muito com Gable no set, ganhou o papel após passar por um casting que durou dois anos e testou 1.400 atrizes. Gable foi a alternativa a Gary Cooper, que preferiu não participar do filme por acreditar que seria um fiasco.

O’Selznick teve 3,9 milhões de dólares (o equivalente a 66,7 milhões de dólares em valores atuais) para fazer o filme, uma fortuna para a Hollywood da época, que só tinha gasto mais em Ben-Hur (1925) e Anjos do Inferno (1930). O produtor usou 50 atores e 2.400 figurantes, e teve problemas com os diretores, contratando e demitindo vários, até que finalmente Victor Fleming assumisse de maneira firme e definitiva o projeto.

O’Selznick também orquestrou uma campanha de lançamento tal que acabou convencendo o governador do Estado a declarar feriado no dia da estreia. Estima-se que um milhão de pessoas se aproximou do Loew’s Grand Theater para tentar ver o elenco do filme do qual tanto tinha se falado.

O museu Road to Tara, em Jonesboro, na Geórgia, mantém vivo o legado do filme, que também é objeto de visitas guiadas pelos locais narrados no romance de Margaret Mitchell e apresentados no filme, além de exibições em diversos cinemas do país. Para marcar seus 75 anos, a Warner Brothers, que possui os direitos do filme lançado originalmente pala Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), fez uma edição especial e limitada em formato blue-ray. Além disso, entre junho e setembro, foram publicadas nos EUA três livros em torno do fenômeno de …E o Vento Levou: a reedição de uma biografia de Margaret Mitchell, uma análise da troca de correspondência durante as filmagens e um livro de perguntas e respostas sobre o filme.

Os dez filmes mais caros da história

 ‘Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007), dirigido opor Gore Verbinski, é o filme mais caro da história, com um orçamento estimado em 341,8 milhões de dólares. Depois de ser engolido por um monstro marinho, os piratas buscam Jack Sparrow (Johnny Depp) no fim do mundo. Em bilheteria, No Fim do Mundo arrecadou 963,4 milhões de dólares.

(Com agência EFE)