João Pessoa 22/06/2018 07:09Hs

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EI reivindica massacre em boate nos EUA

As autoridades, porém, não confirmaram a informação

boate gay 002A agência de notícias Amaq, que é considerada a representação oficial na mídia do grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), afirmou que o massacre em uma boate dos Estados Unidos “foi realizado por um guerreiro do EI”.

A informação, divulgada por Rita Katz, que gerencia o portal SITE, mostra um banner da Amaq com a informação. Porém, as autoridades não confirmaram a informação.

De acordo com a polícia, o atirador, Omar Sediqque Mateen, ligou para a polícia em meio ao atentado e jurou lealdade ao Estado Islâmico.

O pai do suposto atirador afirmou em entrevista à emissora NBC News, porém, que seu filho estava expressando “ódio” aos gays.

“A questão religiosa não tem nada a ver com isso. Ele viu dois homens se beijando em Miami há alguns meses e ficou muito irritado. Estamos chocados como o resto dos Estados Unidos”, disse Mir Sediqque. Segundo ele, Omar ficou indignado que seus filhos vissem aquela cena.

“Nós queremos pedir desculpas por esse incidente. Nós não imaginamos que ele faria isso. Estamos chocados, muito chocados”, disse Mir informando que ajudará os investigadores.

A polícia ainda não confirmou oficialmente que Omar tenha realizado o ataque, mas a mídia dá como certo o nome do jovem.
Vigília
De acordo com a rede alemã Deutsche Welle, o Centro Comunitário de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros da Flórida convocou a população para uma vigília na noite deste domingo. “Esse foi um ataque contra a comunidade LGBT”, disse o presidente da organização, Terry DeCarlo.

Jihadistas celebram

Um grupo de jihadistas classificou o ataque à boate como o “melhor presente de Ramadã”, o mês sagrado dos islâmicos, informou Rita Katz.

Segundo Katz, eles ainda escreveram: “que Alá possa aceitar esse herói que fez isso e inspirar outros a fazer o mesmo”.

Apesar das mensagens, ainda não foi confirmado que a ação tenha ligação com os terroristas islâmicos.

Relação com terroristas


Autoridades investigam se Omar, de 29 anos, tem relação com o terrorismo islâmico. De acordo com a rede de TV americana CBS, ele é filho de pais afegãos e não tinha nenhum registro em seu histórico criminal.

Segundo a polícia de Orlando, Omar comprou as armas que usou no crime na última semana. Ele era monitorado pelo FBI desde 2013, mas não estava em nenhuma lista que o impedisse de comprar armamento.
Ele entrou na casa noturna nesta madrugada e atirou contra as cerca de 300 pessoas que estavam no local. De acordo com a polícia americana, ele chegou a fazer reféns. A Swat, grupo de elite da polícia, foi acionada, invadiu o local e o atirador foi morto após trocar tiros com os agentes. Ainda não há informações sobre o que teria motivado o ato.
Um porta-voz do FBI disse que o caso está sendo investigado como possível ato de terrorismo. As autoridades tentam descobrir se foi um ato de terrorismo doméstico ou internacional, ou se foi mais um caso de “lobo solitário”, quando um terrorista age por conta própria.

O massacre está sendo considerado o pior tiroteio em massa da história americana.

Um dos frequentadores da boate, Rob Rick contou que o tiroteio teve início por volta das 2h, um pouco antes do encerramento da festa. “Todos estavam bebendo o seu último gole”, disse. Ele estima que mais de 100 pessoas ainda estavam dentro da casa quando ouviu os tiros. Contou também que, quando tudo começou, jogou-se no chão e arrastou-se até a cabine do DJ.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou que o governo federal forneça toda a assistência necessária a autoridades locais de Orlando. Ele foi informado sobre o ocorrido por Lisa Monaco, assistente do presidente para Segurança Interna e Contraterrorismo. “O presidente pediu para receber atualizações regularmente sobre o trabalho do FBI e de outras autoridades federais com a Polícia de Orlando”, informou a Casa Branca.

Morte de cantora

O incidente na boate acontece um dia depois de um homem matar a tiros a cantora e ex-participante do programa The Voice Christina Grimmie, de 22 anos.

Com duas armas carregadas, dois pentes de munição e uma faca grande, Kevin James Loibl, de 27 anos, teria entrado no teatro The Plaza Live, onde a artista cumprimentava alguns fãs juntamente com os membros da banda Before You Exit, e atirado várias vezes à queima-roupa.

O homem se matou com um tiro no local, depois que o irmão de Grimmie, Mark, investiu contra ele, evitando que outras pessoas fossem atingidas.

A cantora chegou a ser levada para um hospital local em estado crítico, mas não resistiu aos ferimentos.

Após a série de ataques, a hashtag #PrayForOrlando aparecia em primeiro lugar entre os assuntos mais falados no mundo no Twitter, com mais de 90 mil mensagens nesta manhã.

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