João Pessoa 17/08/2018 05:25Hs

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Ex-tesoureiro acusa Veneziano de pagar ‘mensalinho’ em troca de apoio político

procurador acusa venéNa entrevista concedida à TV Folha e repercutida nacionalmente nesta segunda-feira, 27, em que o ex-diretor financeiro da Prefeitura Municipal de Campina Grande Rennan Trajano faz graves denúncias de um suposto esquema de corrupção nas campanhas da família Vital do Rêgo para Prefeitura da cidade e para o Senado, o denunciante ainda cita um suposto “mensalinho” realizado na Câmara Municipal.

Rennan disse que houve compra de apoio político pelo então prefeito Veneziano Vital do Rêgo a oito vereadores da cidade e que cada um recebia os valores determinados pelo chefe do Executivo, para o apoio integral nas campanhas e em votações de projetos na Câmara.

Segundo Trajano, a divisão dos valores era feita pelo próprio prefeito e os que tivessem mais votos recebiam mais.

– Eu fazia o pagamento na maioria das vezes e este acontecia no meu escritório. Os vereadores passavam por lá e pegavam o dinheiro. Eram valores diferenciados, começava na campanha com valores baixos: mil, dois mil e depois ia aumentando para cinco, dez, doze mil, dependendo da semana e de acordo com o peso eleitoral de cada um. Vereadores que tinham mais votos recebiam mais – revelou Rennan.

O ex-tesoureiro ainda revelou que havia uma “emenda na Câmara que impedia que Veneziano tivesse as contas reprovadas”.

Disse também que houve um gasto sem previsão orçamentária e que foi preciso fazer pagar uma Comissão para ser votada, o que teria sido cobrado cerca de R$ 200 mil para que os vereadores a aprovassem.

– O procurador do município na época, Fábio Thoma, foi quem pediu e eu viabilizei e entreguei para que ele pudesse pagar os vereadores, e o projeto fosse aprovado. Essa operação custou R$ 200 mil e oito vereadores receberam os valores – contou.

Na entrevista, Trajano não citou o nome dos parlamentares, possivelmente envolvidos no esquema, mas enfatizou que muitas vezes foi pressionado para que os pagamentos fossem realizados de forma rápida antes de acontecer as votações.

– Eles ligavam procurando saber se ia dar certo, cobrando. Na maioria das vezes demorava (o pagamento) e eles faziam ameaças dizendo que não ia dar certo e que não teria mais tempo para ser votado – afirmou.

Fonte: Da Redação