João Pessoa 21/06/2018 23:21Hs

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Juiz aceita denúncia, e Rocha Loures vira réu por corrupção no ‘caso da mala’

Ex-deputado e ex-assessor de Michel Temer vai responder por corrupção passiva. Em abril, ele foi flagrado recebendo mala de dinheiro, supostamente enviada pela J&F ao presidente.

Ex-deputado Rodrigo Rocha Loures deixa a carceragem da PF, em Brasília, em imagem de arquivo (Foto: André Dusek / Estadão Conteúdo)

A decisão é do juiz Jaime Travassos Sarinho, da 10ª Vara Federal, responsável pelo processo na primeira instância. A denúncia foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e também cita o presidente Michel Temer.

Segundo a PGR, Loures era o operador de Temer para assuntos do grupo J&F. Todos os envolvidos negam. Em novembro, o Ministério Público Federal do DF ratificou (confirmou) a denúncia.

Como Loures perdeu o foro privilegiado, as acusações foram desmembradas pelo ministro Edson Fachin, em agosto. A acusação contra Michel Temer foi suspensa por decisão da Câmara e só voltará a tramitar após o fim do mandato do presidente, em 31 de dezembro de 2018.

G1 entrou em contato com a defesa de Rocha Loures e aguarda retorno sobre o recebimento da denúncia.

Vídeo da PF mostra Rodrigo Loures saindo de pizzaria com R$ 500 mil em mala (Foto: Reprodução)Vídeo da PF mostra Rodrigo Loures saindo de pizzaria com R$ 500 mil em mala (Foto: Reprodução)

Vídeo da PF mostra Rodrigo Loures saindo de pizzaria com R$ 500 mil em mala (Foto: Reprodução)

O caso da mala

Em abril deste ano, Rocha Loures foi filmado saindo de um restaurante em São Paulo, após ter recebido do executivo Ricardo Saud uma mala contendo R$ 500 mil. Rocha Loures foi preso em razão do episódio.

A suspeita da PGR na denúncia é de que Temer seria o destinatário final do dinheiro. O presidente nega.

Em novembro, o advogado Cézar Bittencourt pediu à Justiça Federal no DF que suspendesse a apreciação da denúncia, porque estava recorrendo no STF contra o desmembramento dos processos. Segundo a defesa, Temer e Loures são investigados a partir da mesma denúncia e, por isso, deveriam ser julgados em conjunto – o que empurraria a análise do caso para 2019.

Na decisão desta segunda, o juiz Jaime Sarinho negou o pedido. Segundo ele, “cada réu responderá exclusivamente por aquilo que lhe foi imputado no processo específico e com as provas nele constantes”.

G1