João Pessoa 22/04/2018 14:41Hs

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Metrô de Bruxelas é fechado após ‘ameaça iminente’ de atentado

Polícia belga encontra armas em casa de suspeito de ataques em Paris.

bruxelasEstação de metrô em Bruxelas é fechada depois que o governo belga elevou para o mais alto o alerta antiterror

BRUXELAS — Depois de elevar ao nível mais alto o alerta em Bruxelas devido a uma ameaça terrorista séria e iminente, o governo belga interrompeu a circulação do metrô na capital e aconselhou a população a evitar multidões. Os shoppings da cidade também estão com as portas fechadas. Segundo o primeiro-ministro Charles Michelo, o alerta foi baseado em ‘informações precisas’ que apontam para o risco de atentado conduzido por indivíduos com armas e explosivos. Logo em seguida, promotores federais belgas informaram sobre a descoberta de armamentos na casa de uma pessoa, que não foi identificada, acusada envolvimento nos ataques de Paris. A Bélgica está no centro das investigações dos atentados da semana passada, pois dois dos terroristas haviam morado no país, e o mentor dos atentados era um belga de origem marroquina.
Police react to a suspicious vehicle near La Carillon restaurant following a series of deadly attacks in Paris, November 15, 2015. REUTERS/Pascal RossignolTerroristas podem ter feito massacre em Paris com US$ 7.500

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— O conselho para a população é evitar locais com aglomerados de pessoas, como os shoppings centers, shows, eventos ou transporte público, o quanto for possível — disse um porta-voz do centro de crise do governo, se recusando a dizer o que, especificamente, levou ao novo alerta. — Não podemos dar mais informações. O trabalho dos investigações federais ainda continua.

O metrô permanecerá fechado até domingo. O centro de crise informou que solicitou às autoridades locais o cancelamento de grandes evento e o adiamento de jogos de futebol. Também foi intensificado a presença policial e militar em diversas áreas, incluindo as instituições da União Europeia com sede na cidade.

A maioria dos shoppings da capital não abriu as portas neste domingo. Segundo a BBC, um dos centros comerciais de Bruxelas, o Woluwe shopping, pediu para os clientes se retirarem durante a manhã.
Soldados belgas patrulham região do centro de Bruxelas – YOUSSEF BOUDLAL / REUTERS
Para o resto do país segue em vigor o nível de alerta 3, elevado, que se aplica nos casos de ameaça “possível e provável” e que havia sido adotado após os atentados na capital francesa.

Neste sábado, as autoridades informaram que encontraram algumas armas na casa de um suspeito de envolvimento nos ataques de Paris, mas sem dar mais detalhes. No entanto, não havia no local explosivos nem um cinto suicida, como havia noticiado um jornal belga anteriormente. O dono da casa, que não teve a identidade revelada, foi acusado formalmente pela participação em atentados terroristas e atividades em um grupo extremista.

A Bélgica, em especial a capital, está no centro das investigações sobre os ataques de Paris depois da descoberta de que dois dos homens-bomba tinham morado no país. Outro agressor, Salah Abdeslam que está foragido, teria voltado ao território belga depois dos atentados, escoltado por dois homens.

Além disso, as autoridades francesas apontam que os atos terroristas foram planejados em Bruxelas pelo jihadista Abdelhamid Abaaoud, um belga de origem marroquina que de juntou ao EI na Síria e foi morto em uma batida policial na quarta-feira em Saint-Denis.

PARIS REFORÇA PROTEÇÃO EM SISTEMA DE ÁGUA

A segurança de pontos chave no sistema de distribuição de água foi reforçado em Paris, seguindo o alerta dado na última quinta-feira pelo primeiro-ministro, Manuel Valls, sobre o risco de atentados com “armas químicas ou bacteriológicas”. As preocupações aumentaram após a divulgação sobre o desaparecimento inexplicado de roupas de proteção química e biológica de um hospital na capital francesa.

De acordo com o “Telegraph”, a Eau de Paris, estatal responsável pela distribuição de água, o acesso a seis locais considerados sensíveis foi proibido. Cercas e sensores de detecção foram instalados.

— Esses sensores estão conectados ao centro de controle e, em caso de alerta, uma equipe de polícia é enviada imediatamente — disse Célia Blauel, presidente da Eau de Paris.

Na última quarta-feira, o hospital Necker notou o desaparecimento de uma dúzia de roupas protetoras usadas para contato com pacientes com doenças altamente infecciosas, como ebola, ou manipulação de produtos químicos ou biológicos perigosos. Botas protetoras de polietileno, luvas e máscaras também desapareceram. O caso foi reportado à polícia.

O Globo