João Pessoa 26/05/2018 14:02Hs

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Ministro do Trabalho pede demissão a Michel Temer

Ronaldo Nogueira concorrerá em 2018 PTB deve manter a indicação ao cargo

Presidente Michel Temer, ministros Moreira Franco (Secretaria-Executiva o Programa de Parcerias de Investimentos), Ronaldo Nogueira (Trabalho), Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique Meireles (Fazenda),Dyogo Oliveira (Planejamento) e Ives Gandra da Silva Martins Filho (presidente do TST), durante a cerimônia de assinatura de MP com Medidas do Programa de Manutenção e Geração de Empregos, no Palácio do Planalto. Brasilia, 22-12-2016. Foto(Sérgio Lima/Poder 360).

Ronaldo Nogueira pediu demissão a Michel Temer nesta 4ª feira (27.dez) para concorrer à reeleição como deputado federal

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB), pediu demissão ao presidente Michel Temer nesta 4ª feira (27.dez.2017). A saída será oficializada na edição do Diário Oficial da União desta 5ª feira (28.dez). Em nota, Temer disse que atendeu ao pedido.

Nogueira será candidato à reeleição como deputado federal do Rio Grande do Sul. Teria de deixar o cargo até abril, quando há o prazo limite de desincompatibilização de cargos públicos para candidatos.

O ministro se reuniu com Temer nesta 4ª feira às 16h30, junto do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, do presidente do PTB, Roberto Jefferson, e do líder do partido, Jovair Arantes (GO). Pela manhã, Nogueira disse aos jornalistas que a reunião seria sobre os números do emprego que acabara de divulgar.

O pedido de demissão foi feito no mesmo dia em que os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados. No 1º mês com as novas regras trabalhistas em vigor, 12.292 vagas foram fechadas. O resultado interrompe uma sequência de 7 meses com saldo positivo de empregos formais.

O Ministério do Trabalho deve continuar sob o comando do PTB. Ronaldo Nogueira esteve abalado no cargo após a publicação de uma portaria que alterava pontos da fiscalização e da caracterização de trabalho escravo. Mesmo com as críticas e com os pedidos de exoneração de entidades civis, foi mantido na pasta por Temer a pedido do seu partido, o PTB.

Poder360