João Pessoa 23/05/2018 12:55Hs

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OMS: Maioria das grávidas de países com zika dará à luz ‘crianças normais’

Relação entre o vírus e a microcefalia é investigada pela organição

gravida-zicaGrávida, Luana Rodrigues não deixa de usar repelente para se proteger do Aedes – Guito Moreto / Agência O Globo

RIO – A Organização Mundial da Saúde informou que a maioria das mulheres dos países afetados pelos vírus da zika vai dar à luz “crianças normais”. O anúncio foi feita nesta quarta-feira, quando a OMS voltou a pedir às grávidas que se protejam durante o período de gestação, cobrindo o corpo, usando repelentes e camisinha.

No mesmo dia, a China confirmou o primeiro caso de vírus zika. O paciente havia voltado recentemente da Venezuela e está isolado num hospital.

Ainda na quarta, pesquisadores também anunciaram a descoberta de novas evidências que reforçam a associação entre o vírus zika e casos de má-formação cerebral, citando a presença do vírus no cérebro de um feto abortado de uma mulher europeia que ficou grávida enquanto morava no Brasil.

Um dia antes, a OMS havia pedido prudência sobre a suposta relação entre o vírus e a morte de três pessoas na Colômbia pela síndrome de Guillain-Barré.

“Vimos estas mortes pela síndrome de Guillain-Barré, foram três registrados. Mas queremos convidar à prudência”, disse o porta-voz da organização, Christian Lindmeier, em Genebra, sobre a possível relação da síndrome com a zika.

No sábado, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que não há nenhuma evidência de que a zika tenha provocado casos de microcefalia em seu país, embora tenha diagnosticado 3.177 mulheres grávidas com o vírus.

Segundo ele, aparentemente mais de 25.600 colombianos foram infestados, além de um grande aumento da síndrome de Guillain-Barré. O presidente afirmou ainda que uma equipe do EUA chegará a Colômbia para ajudar a investigar o vírus.

Na sexta-feira, a ONU pediu que os países atingidos pelo vírus zika permitam o acesso de mulheres à contracepção e ao aborto. O apelo é dirigido, principalmente aos países sul-americanos, muitos dos quais não permitem sequer o uso da pílula anticoncepcional.

Já as autoridades colombianas recomendaram aos casais em janeiro que adiem a gravidez entre seis e oito meses.

O Globo