Pastor é agredido a golpes de marreta dentro de igreja

O principal suspeito do crime é um dos filhos do religioso

Um pastor de 82 anos ficou gravemente ferido após ser atingido por golpes de marreta, dentro de uma igreja, em Vila Nova de Colares, na Serra. O principal suspeito é um dos filhos da vítima, um homem de 43 anos, que é aposentado por problemas psicológicos. De acordo com o irmão do suspeito, um pedreiro de 45 anos, o pai é pastor há cinco anos e todos os dias saía bem cedo de casa para ir à igreja — que fica ao lado da casa deles.

De acordo com o pedreiro, nesta sexta-feira (11) o pai seguiu a rotina. Acordou cedo e foi à igreja. Os familiares moram todos próximos, em um quintal com várias casas. O suspeito do crime mora em cima da casa do pai.

O pedreiro suspeita do irmão porque o viu entrando no quintal e mexendo nos materiais que usa em sua atividade de construção civil. Ele chegou a questionar ao irmão o que ele fazia ali, mas o suspeito desconversou e não respondeu. Em seguida, o suspeito foi à casa da mãe e avisou que viu o pai caído na igreja com a cabeça ensanguentada. Depois ele foi para o andar de cima da residência e se trancou.

A mãe, de 81 anos, foi à igreja e viu o marido agonizando. Ela chamou o socorro e o pastor foi encaminhado em estado gravíssimo ao Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra. Vizinhos se aglomeraram na região e ameaçaram linchar o suspeito. A mãe acionou a polícia, que conduziu o homem que tem problemas psicológicos à delegacia.

Policiais comentaram que havia sangue nas pernas do suspeito, mas que , durante a condução à delegacia, ele negou o crime. Após prestar depoimentos, ele vai passar por exames de corpo e de delito, e o sangue que está na perna dele será recolhido para a realização de DNA para checar a compatibilidade com o sangue do pai.

Ainda de acordo com o pedreiro, o pai e o irmão não tinham problemas, não brigavam nem discutiam, mas diz que o irmão falava muito em morte, em assassinatos. “O tempo todo ele falava: ‘Hoje vai morrer um’. Quando alguém era assassinado, ele comemorava. Ele dizia que gostava de mortes”, afirmou. O pedreiro, no entanto, não soube informar qual problema psicológico atinge o irmão. Ele comentou que há 13 anos o homem perdeu o emprego, entrou em depressão e passou a ter problemas com mudanças de comportamento, e, por vezes não falava ‘coisa com coisa’.