João Pessoa 21/06/2018 17:35Hs

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Polícia Federal ouve lobista do PMDB nesta quarta-feira

Agentes também vão tomar depoimentos dos dirigentes da Camargo Corrêa

fernando baianoFernando Baiano, o lobista apontado como operador do PMDB no petrolão (VEJA)

O lobista Fernando Soares, mais conhecido como Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema do petrolão, vai depor nesta quarta-feira na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR). Procurado desde sexta-feira, quando a PF deflagrou a sétima fase da Operação Lava Jato, ele se entregou à polícia na tarde de terça.

Também têm depoimentos agendados os três executivos da construtora Camargo Corrêa: Dalton Avancini, presidente da empresa, João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da construtora e o vice-presidente Eduardo Hermelino Leite.

Onze executivos de empreiteiras presos temporariamente deixaram a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na noite desta terça-feira. Eles saíram do local com os rostos cobertos e escoltados por advogados. Nenhum deles quis se pronunciar. Motoristas em carros importados aguardavam o grupo, suspeito de fraudar licitações da Petrobras e pagar propinas a diretores da estatal e políticos.

Os investigados que deixaram a prisão por decisão do juiz Sérgio Moro foram Othon Zanóide (diretor da Queiroz Galvão), Ildefonso Colares Filho (ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão), Jayme de Oliveira Filho (ligado ao doleiro Alberto Youssef), Valdir Lima Carreiro (diretor-presidente da Iesa), Otto Sparenberg (diretor da Iesa), Alexandre Barbosa (OAS), Carlos Alberto da Costa e Silva (advogado), Newton Prado Junior (diretor da Engevix), Carlos Eduardo Strauch (diretor da Engevix), Walmir Pinheiro Santana (UTC) e Ednaldo Alves da Silva (UTC).

A sétima fase da Operação Lava Jato foi deflagrada no dia 14 de novembro. Desde então, apenas Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro Mário Negromonte e auxiliar do doleiro Alberto Youssef, permanece foragido. Nesta terça-feira, o lobista Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, se entregou aos policiais na sede da PF em Curitiba.

Os principais alvos desta etapa da investigação são o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e sócios, diretores e conselheiros de empreiteiras que formaram um cartel para fraudar licitações. De acordo com as investigações, as empresas pagavam propinas a diretores da estatal e políticos, como condição para a assinatura de contratos milionários com a petrolífera. A Lava Jato começou investigando quadrilhas de doleiros que tinham movimentado mais de 10 bilhões de reais em operações de lavagem de dinheiro.

 

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