João Pessoa 25/05/2018 03:23Hs

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Professores de JP começam greve na segunda e devem deixar 60 mil sem aulas

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município (Sintem), Daniel de Assis, a Prefeitura de João Pessoa ainda não teria apresentado nenhuma proposta para reverter o quadro

greve estadualOs professores da rede municipal de ensino de João Pessoa confirmaram nesta quarta-feira (11) que vão paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (16). Eles decidiram pela greve durante assembleia da categoria no Auditório da Federação Espírita da Capital.

Além da reunião, os professores municipais já vêm promovendo pausas nas atividades desde segunda-feira (9). Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município (Sintem), Daniel de Assis, a Prefeitura de João Pessoa ainda não teria apresentado nenhuma proposta para reverter o quadro.

Os professores reivindicam reajuste de 16%, retroativo a janeiro, para ativos e aposentados e atualização do pagamento do piso salarial nacional para os professores prestadores de serviço (PS), reajuste no mesmo percentual na data base para os funcionários da educação e modificações do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR), dentre elas a garantia do afastamento para cursar pós-graduação sem perdas, com ampliação do tempo das licenças e a progressão funcional para quem está em estágio probatório.

Conforme o Sintem-JP, 95 escolas e 34 Centros de Referência em Educação Infantil (Creis) não vão funcionar, deixando 60 mil alunos sem aulas por tempo indeterminado.

A Secretaria de Educação do Município foi procurada pelo Portal Correio para tratar sobre o assunto, mas os telefones não foram atendidos.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação e Cultura informou que tem uma negociação em andamento com os professores e servidores das escolas municipais. Segundo a nota, durante a negociação, foram ouvidas as solicitações dos professores e deve haver uma reunião entre a prefeitura e a categoria na sexta-feira (13) para resolver o impasse.

De acordo com a nota divulgada, a campanha dos professores “veio no momento em que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), do Governo Federal, sofreu redução de 4,2%”.

Portal Correio