João Pessoa 21/05/2018 20:51Hs

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Rangel Júnior nega má gestão e garante que governo deve pagar 13º; ‘Estado sabia de dificuldades de pagamentos da UEPB’

rangel junior

O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, explicou nesta segunda-feira (15) que o governo do estado sempre soube das dificuldades da universidade em pagar a sua folha e já havia se comprometido em pagar o 13º em outras ocasiões. No entender o reitor, duas questões sintetizam o quadro atual. “Em primeiro lugar ao longo do ano de 2014 os recursos destinados a pessoal da UEPB foram, desde o orçamento aprovado, insuficientes para honrar mês a mês a folha de pessoal que já existia. Essa folha não sofreu nenhum acréscimo, nenhum novo incremento de pessoal ou qualquer outra coisa de qualquer natureza. Apenas reajuste de 5% determinado pelo governo”, pontuou.

Segundo Rangel, a única forma que assegurava que o pagamento fosse feito mês a mês, era usando o recurso que UEPB recebia em forma de duodécimo, sem a garantia de reserva legal do 13º para o fim do ano. “Isso é do conhecimento do governo do Estado, do TCE, MP, do TJ, de todas as secretarias de governo que se relacionam com a UEPB. É do conhecimento de todas as entidades. Isso foi divulgado por todos os fóruns internos da UEPB durante o ano e foi documentado para os órgãos e secretarias do governo, inclusive à ALPB. No mínimo desde maio deste ano. duas vezes entre setembro e dezembro”, desabafou Rangel.

Questionado sobre como via a afirmação do secretário Thompson Mariz que havia má gestão na UEPB, Rangel minimizou: “Eu não vou entrar no mérito desse tipo de conceito e adjetivação”, mas acrescentou, visivelmente cansado.

“Eu tenho documento do secretário Thompson, oficio datado do mês de julho, onde ele afirma textualmente que não haverá nenhum problema com a despesa de pessoal e o governo honrará o pagamento, porque a nossa lei assegura isso, que o governo do estado deverá assumir a responsabilidade plena com a despesa de pessoal em qualquer que seja as circunstâncias. A única coisa que posso dizer no momento, apesar de não estar surpreso pela situação… Tenho maior apreço por Thompson, mas ele sabe do que eu estou falando. O estado tem conhecimento pleno de toda a situação”, ressaltou.

O reitor ainda garantiu que tem feito uma gestão ‘unha de fome’ para conseguir ajustar as despesas de custeio ao orçamento da instituição.

“Não há nenhuma ação deletéria nesse processo, nenhuma atitude da UEPB que revelem quaisquer que sejam o uso inadequado, indevido de recursos, temos feito uma gestão parcimoniosa, uma gestão unha de fome, todos os esforços possíveis no sentido de cortes de despesas. Deixamos de investir, paramos de atualizar muita coisa na UEPB. Ao longo de 4 anos o nosso custeio se mantém inalterado. Agora temos uma verba menor do que foi utilizado no ano passado. Isso é impossível dentro de uma estrutura pública, num país que tem inflação, onde o custeio fica mais caro. Temos necessidade de ampliação na área de segurança, manutenção de estruturas. O custeio serve para isso. Não temos um computador novo. O que vem acontecendo na universidade é o resultado de cortes, contenções e dificuldades”, finalizou.
Paulo Dantas