João Pessoa 18/06/2018 23:19Hs

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Sindicato discorda de proposta da PMJP e mantém greve de professores da Capital

De acordo com a categoria, o prefeito Luciano Cartaxo teria oferecido contraproposta de 3%; os professores pedem 16%; gestor defende que aumento proporcionaria valor 74,14% acima do piso nacional

greve continuaA Prefeitura de João Pessoa teria oferecido 3% de aumento aos professores da rede municipal de ensino, conforme reunião entre o sindicato e a gestão, no começo da noite desta sexta-feira (13), em João Pessoa. A categoria pede 16% de reajuste, entre outras propostas. Segundo o residente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa (Sintem-JP), Daniel de Assis, nada ficou acertado.

Com isso, os professores mantiveram a greve que foi anunciada nesta semana e têm programados para esta segunda (16) um ato público em frente ao Centro Administrativo Municipal da Capital, em Água Fria, e uma assembleia para discutir a proposta de 3% oferecida pelo Município. “Provavelmente não será aceita pela categoria”, adiantou Daniel Assis.

Depois da discussão com o Sintem-JP, o prefeito Luciano Cartaxo permaneceu reunido a portas fechadas com a secretária de Educação do Município, Edilma Ferreira Costa, para continuar tratando sobre o assunto. Em nota, ele o disse que a proposta de 3% irá garantir um salário de R$ 2.506 para uma carga horária de 30 horas semanais. Segundo o prefeito, o valor está 74,14% acima do piso nacional da categoria.

Os professores pedem aumento de 16%, retroativo a janeiro, para ativos e aposentados e atualização do pagamento do piso salarial nacional para os professores prestadores de serviço (PS), reajuste no mesmo percentual na data base para os funcionários da educação e modificações do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR), dentre elas a garantia do afastamento para cursar pós-graduação sem perdas, com ampliação do tempo das licenças e a progressão funcional para quem está em estágio probatório.

Conforme o Sintem-JP, 95 escolas e 34 Centros de Referência em Educação Infantil (Creis) não vão funcionar, deixando 60 mil alunos sem aulas por tempo indeterminado.

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