João Pessoa 18/08/2018 21:56Hs

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Temer pode perder mais 17 ministros e ser o recordista de baixas pré-eleições

Dois ministros já saíram para eleição Pedidos devem ser feitos até abril

Presidente Michel Temer com os ministro Henrique Meirelles, Eliseu Padilha na cerimonia de anuncio da Politica de governança pública Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Ministros do Trabalho e da Indústria já pediram demissão por motivos eleitorais

O governo de Michel Temer pode perder até 7 de abril 21 ministros que pretendem disputar as eleições de 2018. É mais que o dobro que o governo de Dilma Rousseff (PT) em 2014 e mais de 4 vezes que o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Temer já perdeu até o momento 2 ministros que deixaram suas pastas alegando que se focariam na disputa de 2018: Ronaldo Nogueira (Trabalho, do PTB-RS) e Marcos Pereira (Indústria, do PRB-SP). Ambos devem se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados.

São dadas como certas as saídas de outros 11 ministros. Quatro deles concorrerão a uma vaga na Câmara: Mendonça Filho, da Educação, Osmar Terra (MDB-RS), do Desenvolvimento Social e Agrário, Raul Jungmann (PPS-PE), da Defesa, e Ricardo Barros (PP-PR), da Saúde.

Os candidatos ao pleito de 2018 devem respeitar o prazo de desincompatibilização. Ou seja, 6 meses antes da data da eleição (7.abr), precisam deixar seus cargos.

Estão cotados para concorrer ao Senado os ministros Maurício Quintella (PR-AL), dos Transportes, Leonardo Picciani (MDB-RJ), do Esporte, Marx Beltrão (MDB-AL), do Turismo, e Sarney Filho (PV-MA), do Meio Ambiente.

Outros 3 ministros devem sair por causa das disputas ao governo dos Estados: Helder Barbalho (MDB-PA), da Integração Nacional, e Fernando Coelho Filho (PSB-PE), Minas e Energia, querem concorrer ao cargo de governador. Gilberto Kassab (PSD-SP), das Comunicações, tem afirmado em entrevistas que aceitaria o cargo de vice em uma chapa encabeçada por José Serra ou João Doria ao governo de São Paulo.

QUASE CERTO

Outros 3 ministros têm destino quase certo: Henrique Meirelles, da Fazenda, não cravou a candidatura, mas cada vez mais adota o discurso de candidato ao Planalto pelo PSD.

Moreira Franco (MDB-RJ), da Secretaria de Governo, e Luislinda Valois (sem partido-BA), dos Direitos Humanos, são nomes possíveis para concorrerem a deputado federal.

Blairo Maggi (Agricultura), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) são nomes incertos. Maggi ainda sonha em ser candidato a vice-presidente pelo PP em uma chapa. O partido chegou a tentar uma aproximação com o PSDB para viabilizar a dobradinha com Geraldo Alckmin. Dyogo Oliveira é sondado para uma vaga na Câmara, enquanto Aloysio analisa se terá condições de tentar a reeleição ao Senado.

Eis 1 infográfico resumindo as saídas:

 Poder360