João Pessoa 27/05/2018 07:52Hs

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Torres afirma que Fernando Catão deveria alegar “suspeição”. ‘Ou ele pensa que é Deus’

luis-torres suspeiçãoPara o secretário estadual de Comunicação, Luis Torres, o conselheiro Fernando Catão – ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado – jamais deveria ter prestado informações a Justiça Eleitoral. Segundo denúncia protocolada no TRE nesta terça-feira (7), Catão teria autorizado o envio de um relatório supostamente “falso” a Corte Eleitoral informando sobre a contratação de servidores pelo governo estadual no período da campanha eleitoral de 2014.

O referido documento faz parte de uma ação eleitoral da coligação “A Vontade do Povo”, representada pelo então candidato Cássio Cunha Lima; objeto de um processo que poderá ser julgado em breve pelo TRE. Para Luiz Torres, o conselheiro Fernando Catão deveria alegar suspeição, “pois como é do conhecimento de todo, ele (Catão) é tio de Cássio…”.

“ […] Ou Fernando Catão pensa que é Deus”, complementou o secretário Luis Torres durante entrevista concedida ao programa Rádio Verdade, do Sistema Arapuan, no momento em que a ação chamada de Incidente de Falsidade era protocolada no Tribunal Regional Eleitoral.

Por ser tio do senador Cássio, então candidato a governador na campanha passada, “o conselheiro (Fernando Catão) pode ter atuado de forma diferenciada em outros processos com origem no Tribunal de Contas”, desconfia o secretário.

Equívoco

O advogado Marcelo Weick – acompanhou Fábio Brito no momento do protocolo do Incidente de Falsidade – disse que a fundamentação que a coligação representada pelo senador Cássio “não existe e se há um grande equívoco ele está neste processo”.

No entendimento de Weick, “equívoco porque a quantidade de 40 mil servidores em 2014 inexiste e não trata dos anos anteriores”. Estranhou porque um órgão como o Tribunal de Contas, “que goza de fé pública não poderia estar cometendo equívocos desses”, concluiu.

Redação