João Pessoa 20/11/2018

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Obom e velho Café pode prevenir até o Câncer diz ciência

Ao longo das últimas décadas, a reputação do bom e velho café oscilou mais do que a de um político. Se na década de 1990 a Organização Mundial da Saúde classificou essa bebida como “possivelmente cancerígena”, em 2016 a mesma OMS afirmou que não havia evidências conclusivas para se dizer isso. Pelo contrário, nos últimos tempos as notícias foram positivas para o consumo regular do café (desde, é claro, que seja consumido com moderação.

Entenda: o vilão do cafezinho é a acrilamida, uma substância presente na bebida e que é classificada como cancerígena em boa parte do mundo – depois que foram feitos testes em roedores. No entanto, as quantidades de acrilamida testada nesses roedores, proporcionalmente, foram muito maiores do que as consumidas pelos humanos em seus cafezinhos diários.

Mas para que você não se sinta desconfortável em tomar sua bebida favorita, listamos a seguir 6 boas razões.

O café diminui o risco de alguns cânceres

Entre os mais de 1.000 compostos presentes no café, muitos contêm propriedades anti-inflamatórios e anticâncer, segundo pesquisa recente publicada pelo periódico britânico BMJ. De acordo com o relatório, o consumo de café está associado a um menor risco de melanoma e leucemia, além de câncer de próstata e endometrial. Além disso, outra pesquisa encabeçada pela Universidade do Sul da Califórnia descobriu que os consumidores de café têm uma probabilidade 26% menor de desenvolver câncer colo retal do que os que não tomam a bebida.

Café pode prevenir diabetes tipo 2

Pesquisadores da Universidade de Harvard acreditam que beber café – descafeinado ou não – pode ajudar a prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2, a forma mais comum desta doença. Mas para evitar insônia, problemas estomacais e enxaquecas, os especialistas em saúde recomendam que você não beba mais do que quatro xícaras de 230 ml diariamente. Sem contar que o café contém cromo, um mineral que ajuda o corpo a utilizar insulina, o hormônio que controla o açúcar.

O café pode diminuir o risco de Alzheimer

Na última década, estudos descobriram uma ligação entre o consumo dessa bebida e a diminuição do risco de demência. Acredita-se que o alto teor de cafeína da bebida possa ser responsável por benefícios no cérebro. Um estudo mostrou ainda que indivíduos com níveis baixos de cafeína no sangue são mais propensos a desenvolver alguma demência comparado àqueles com níveis mais altos.

Pode diminuir o risco de Parkinson

O Parkinson é uma doença do sistema nervoso central caracterizada por tremores. Os cientistas ainda estão descobrindo que uma combinação de fatores ambientais e genéticos faz com que algumas pessoas desenvolvam esta doença, mas algumas pesquisas preliminares sugerem que a cafeína pode ter um benefício protetor contra ela. Em uma revisão de literatura de 2017 publicada no Archives of Medical Science, os pesquisadores concluíram que as pessoas que bebem quantidades moderadas de café parecem ter taxas mais baixas de Parkinson, apesar não conseguirem apontar o porquê.

Reprodutor deO café protege o coração

Durante décadas, os pacientes com ritmos cardíacos anormais (que podem aumentar os riscos de parada cardíaca súbita e acidente vascular cerebral) foram aconselhados a evitar a bebida. No entanto, uma nova pesquisa publicada em abril de 2018 indica que beber café pode realmente diminuir a frequência de fibrilação atrial em até 13%. Mas isso não é tudo o que ele pode fazer para proteger o órgão mais vital do seu corpo: de acordo com a revisão do BMJ, as pessoas que bebem café têm 19% menos probabilidade de morrer de doenças cardiovasculares e 30% menos de morrer de derrame do que as que não tomam.

O café pode nos ajudar a viver mais

Uma pesquisa mostra que as pessoas que bebem café podem ter menos probabilidade de morrer por todas as causas. Essa foi a conclusão de uma revisão de 2016 no European Journal of Epidemiology, que descobriu que beber 4 xícaras por dia está associado a um menor risco de mortalidade, incluindo mortes por doenças cardíacas e câncer.

*Via Bicycling.com