João Pessoa 17/07/2018 23:29Hs

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Amadeu desautoriza usar seu nome em eleição da FPF e diretor acusa Nosman: “Rosilene está de volta”

Vários clubes de futebol convocaram Assembleia Geral Extraordinária para o dia 16 de julho, com o objetivo de destituir Nosman.

Rosilene Gomes voltou a comandar a FPF, após a posse de Nosman Barreiro como presidente (Foto: Reprodução)

É confusão! O ex-diretor da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Eduardo Araújo, disse nesta quarta-feira (11) que a ex-presidente Rosilene Gomes voltou a comandar a FPF, após a posse de Nosman Barreiro como presidente, no dia 28 de junho. Vários clubes de futebol convocaram Assembleia Geral Extraordinária para o dia 16 de julho, com o objetivo de destituir Nosman.

Eduardo Araújo, que foi demitido da Federação por Nosman, afirmou que, com a posse de Nosman, até os filhos de Rosilene estão de volta na FPF. “Ela está de volta, ela quem está mandando na Federação”, disse.

Por outro lado, Amadeu Rodrigues, que foi afastado da presidência da FPF por decisão judicial, desautorizou Eduardo Araújo e Marcílio Braz a declararem que têm o seu apoio para disputar à Presidência da FPF. Segundo Amadeu, ele não vai apoiar ninguém e vai se limitar a cuidar da sua defesa na Justiça.

O edital convocando Assembleia Geral Extraordinária, instância máxima de poder da FPF, foi publicado no dia 7 de julho. Essa assembleia no dia 16 de julho está marcada para acontecer no auditório do Esporte Clube Cabo Branco, no bairro do Miramar, em João Pessoa.

O documento foi subscrito por 27 agremiações – dentre clubes e ligas de futebol. Os times tomam por base o Código Civil, que diz que 1/5 dos filiados de uma associação podem promover a convocação da instância máxima de poder da entidade.

Amadeu foi afastado por decisão judicial que acolheu denúncia do Ministério Público da Paraíba, resultante das investigações da Operação Cartola, que apurou suposta manipulação de resultados de jogos na Paraíba.

Nosman, vice-presidente eleito na chapa de Amadeu em 2014, também foi investigado pela Operação Cartola, mas até o momento não foi denunciado

Em janeiro deste ano, a ex-presidente da Federação Paraibana de Futebol Rosilene Gomes foi condenada a 5 anos e 4 meses de prisão no regime semiaberto pelo crime de furto duplamente qualificado. A decisão foi tomada pelo juiz da 7ª Vara Criminal, Geraldo Porto, e publicada no dia 11 de janeiro.

A denúncia de furto foi feita pela Junta Administrativa da FPF em 2014. Segundo a representação criminal, Rosilene “desviou” um kit enviado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) à FPF, contendo 355 itens da Seleção Brasileira para a Federação, avaliado em R$ 15 mil, com a ajuda de dois funcionários e um presidente de sindicado.

Um dos funcionários, que era secretário-geral da entidade, Antônio Alves Gonçalves, foi condenado a 4 anos e 40 dias-multa, que foram substituídos por prestação de serviço e pagamento de indenização pecuniária. O outro funcionário e o presidente do sindicato foram absolvidos das acusações.

O crime de furto foi considerado duplamente qualificado pelo juiz devido à concussão de pessoas e abuso de confiança. Rosilene Gomes foi afastada da FPF em abril de 2014.

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