João Pessoa 26/05/2018 02:25Hs

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De virada, seleção masculina de vôlei perde para a Itália e dificulta classificação às quartas de final

Brasil agora precisa ganhar da França, nesta segunda-feira, às 22h35min, para avançar na competição

brasil perde itáliSabe aquele jogo de vôlei com seis caras de cada lado, a rede, a bola e o Bernardinho ensandecido na beira da quadra? Esse é o jogo que aparece na sua TV. E acontece nos intervalos de uma grande festa. Porque o vôlei virou um show interrompido por saques, levantadas e cortadas. O ambiente para Brasil eItália foi assim. O Maracanãzinho teve seus embalos de sábado à noite. A seleçãoperdeu por 3 sets a 1 (23/25, 25/23, 25/22 e 25/15), se complicou e agora precisa ganhar da França, segunda-feira, às 22h35min, para avançar às quartas-de-final. Mas nada de tristeza no ginásio.

Tudo porque antes mesmo de a bola rolar, já tem festa no vôlei. E ela segue o tempo todo. O mestre de cerimônias comanda tudo com microfone à mão e se aproveitando do potente sistema de som do Maracanãzinho. Antes de os jogadores entrarem em quadra, convida a torcida a participar de um show de luzes com seus celulares. O ginásio fica às escuras, e se ouve o som de uma valsa. Os celulares sobem e descem, fazendo suas luzes ondularem e proporcionarem um espetáculo de luzes.

 

Os jogadores entram em quadra em seguida. Ao melhor estilo NBA, com luzes refletidas no teto do ginásio nas cores das bandeiras das seleções e o nome anunciado em alto e bom som. Só depois de cada jogador apresentado é que começa a partida. Mas a cada ponto, uma trilha diferente: funk, pagode, hip-hop, sertanejo universitário e até o axé do Terra Samba. Lucarelli colocou a bola no chão e o sistema de som tocou a pleno:

— Tchê- tchererê-tchê-tchê-tchê-tchêêêê.

Depois, Walace fez ponto e a trilha chamou a torcida:

— Cadê, o grito da galera…

Assim, com toda essa animação, o Brasil encarou um jogo que tinha caráter decisivo. Ficou atrás o tempo todo no primeiro set. Empatou em 15 a 15, mas deixou a Itália tomar a dianteira outra vez. Só que vrou na hora certa. Lipe ganhou disputa na rede, saiu batando a mão no braço, em sinal de sangue nas veias, e fez 24 a 23. No lance seguinte, o Brasil fechou.

No intervalo, Betine Schimidt, filha do técnico gaúcho Jorge Schimidt, faz entrevistas para animar a torcida. O escolhido da vez foi ex-meio de rede André Heller.

— Essa torcida tem que apoiar — conclamou Heller.

No segundo set, a Itália outra vez tomou a dianteira. Bernardinho colocou Lipe no lugar de Maurício Borges. E a seleção mostrou um jogo mais consistente. No meio do set, houve pedido desafio por parte dos italianos. É o momento em que os jogadores também participam do show. Formam um bolinho e, abraçados, miram o telão. A trilha, esperam a imagem, é a de Darth Vader, personagem de Guerra nas Estrelas.

O jogo voltou, e os italianos fecharam em 25 a 23. No terceiro set, nova vitória italiana, 25 a 22 — ambos levaram 31 minutos. No quarto, liquidou a partida em 21 minutos com um 25/15 e garantiu o primeiro lugar do grupo. Foi a primeira vez na história olímpica que o Brasil perdeu para a Itália.

O Brasil volta a jogar na segunda-feira contra a França. O jogo fecha a primeira fase e define a classificação da seleção. Mesmo com todo o teor decisivo da partida, pode ficar certo: a festa está garantida, com luzes, música e muita animação. No intervalo dela, a bola rola e tem jogo.

*ZHESPORTES