Galo volta a vencer a Raposa após 4 anos e inverte vantagem na semifinal

Que festa! Que bravura! Que vitória! Treze marca duas vezes, vê a Raposa diminuir, mas depois segura o placar mesmo tendo passado quase uma hora jogando com um a menos. No jogo de volta, vai jogar pelo empate

O Galo entrou com raiva. Mordido. Doido para pôr fim a um incômodo jejum de quatro anos sem vencer o arquirrival. Foram preciso apenas 13 minutos. Porque aos seis Dico invadiu a área e acabou derrubado por Joécio. Pênalti. Rapidamente Marcelinho Paraíba se apresentou. Ele tinha perdido pênalti no último clássico. Mas desta vez não perdoou. Bateu forte para dentro do gol. O mesmo Marcelinho que aos 12 puxou contra-ataque rápido para o Galo. E com extrema velocidade passou para Edinho Canutama fazer o segundo. Era mais festa no Amigão. Depois a bola foi novamente posta no círculo central. Treze minutos de jogo. Era o fim da paz galista.

A Raposa foi melhorando. E aos 34 Reinaldo Alagoano recebeu passe de Sávio e colocou lá dentro. Três minutos depois Reinaldo quase empatou. Um minuto depois, Robson estava expulso. Com um a menos, o jogo virou de ataque da Raposa contra defesa do Galo, que só saía nos contra-ataques e sabendo deixar o tempo passar. A tática deu certo. Até o apito final que garantiu a vitória galista.

O Campinense entrou nas semifinais com a vantagem de jogar por dois empates. O Galo, com a vitória, inverte esta vantagem. Entrará no Amigão no domingo sabendo que só precisa não sofrer gols para retornar a uma final de Campeonato Paraibano. Mas a Raposa ainda está mais do que viva. Basta uma vitória simples para ir mais uma vez {à final.

Depois de desfalcar as últimas partidas do Galo na 1ª fase do Campeonato Paraibano, por causa de problemas trabalhistas, o meia Marcelinho Paraíba estava de volta. E para ser um dos grandes nomes da partida. Marcou o primeiro gol e depois puxou o contra-ataque e deu o passe para o segundo gol do jogo. Foi fundamental para o time galista.

Foram quatro anos sem vencer o Campinense. Quatro anos de reveses e sofrimentos. Mas isto agora é passado. O Treze voltou a vencer o grande rival. A última vez tinha sido em 2013, por coincidência numa semifinal em que o Galo acabou classificado. Se a história vai se repetir a gente não sabe ainda.

Mas a noite foi de paz no coração trezeano. Uma vitória maiúscula. Com gols matadores nos primeiros minutos. E depois com uma baita dose de heroísmo, depois que o time ficou com um jogador a menos.

G1-PB

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