João Pessoa 23/04/2018 19:09Hs

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Manoel Júnior esclarece dúvidas sobre projeto de repatriação de recursos que deve ser votado terça-feira

Manoel Júnior afirmou que não jogaria sua história política no lixo relatando um projeto para legalizar dinheiro sujo, como foi dito por muitos veículos de imprensa.

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O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) esclareceu que o polêmico projeto de repatriamento de recursos do exterior, que tem provocado debates acalourados, foi certificado em inúmeras reuniões com renomados tributaristas brasileiros, com a participação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy e do secretário da Receita Federal, Everardo Maciel.

Firme em seu discurso, o deputado paraibano admitiu que o projeto é polêmico e tecnicamente difícil de ser entendido, mas revelou se sentir honrado em relatar a matéria.

“A desinformação é irmã siamesa da ignorância. É importante dizer que o projeto da repatriação dos recursos não é meu. O projeto original é do Poder Executivo. Fui escolhido relator do projeto na Câmara e considero ser uma missão histórica do parlamento”, afirmou.

Em seu oitavo mandato como homem público, entre executivo e legislativo, Manoel Júnior afirmou que não jogaria sua história política no lixo relatando um projeto para legalizar dinheiro sujo, como foi dito por muitos veículos de imprensa.

“Não sou empregado do governo, sou empregado do povo da Paraíba e do Brasil. Não relatei o projeto para agradar ao governo nem a ninguém. Voto em favor de matérias do governo que sejam do interesse do País, se não for, voto com a minha consciência como já fiz várias vezes no Congresso por entender que a matéria ia contra o povo brasileiro”, argumentou o deputado sem esconder sua indignação com as críticas de que foi alvo desde que o projeto foi colocado em pauta na Câmara.

Manoel Júnior lembrou que as dificuldades financeiras nos municípios e estados brasileiros são muito grandes e os recursos arrecadados com os impostos e multas do repatriamento de ativos vão ajudar os gestores a enfrentarem a crise. “Não me falem em recriar a CPMF, que eu já disse que sou contra e continuo contra, mas se podemos adquirir uma receita permitindo que os recursos que estão no exterior sejam regularizados eu apoio e digo isso com muita tranquilidade”, assegurou o parlamentar.

Manoel Júnior afirmou ainda que há estimativas de que existam cerca de R$ 500 bilhões no exterior pertencentes a brasileiros. Somente nos Estados Unidos foram identificadas 25 mil contas que teriam algo em torno de R$ 300 bilhões. Ele acredita que boa parte desse dinheiro pertence a empresários que tentaram proteger seus patrimônios no exterior durante os sucessivos planos econômicos adotados no Brasil, que geraram insegurança financeira.

O relator descartou qualquer possibilidade de se tratar de um programa para beneficiar criminosos e citou alguns artigos do projeto que funcionam como travas para impedir que haja brechas para regularização de dinheiro de origem ilícita.

Os debates sobre esta matéria continuarão até a próxima terça-feira, antes da votação no plenário da Câmara Federal.

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