João Pessoa 18/06/2018 13:47Hs

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Na PB, presidente da Claro admite que cliente é mal informado e nega enriquecimento ilícito da empresa

José Antônio Guaraldi Félix depõe nesta segunda-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito da Telefonia Móvel, da Assembleia Legislativa da Paraíba.

cpi-da telefoneO presidente da operadora Claro, José Antônio Guaraldi Félix, depõe nesta segunda-feira (20) na Comissão Parlamentar de Inquérito da Telefonia Móvel, da Assembleia Legislativa da Paraíba, em que presta esclarecimentos sobre irregularidades aplicadas contra os consumidores paraibanos. Na ocasião, ele admitiu que muitas vezes o cliente é mal informado da cobrança de taxa para adesão de um determinado serviço e negou enriquecimento ilícito da empresa.

O depoimento teve início por volta das 13h e o presidente da Claro já respondeu a alguns questionamentos feitos pelo relator da CPI, deputado estadual João Bosco (PSL). Ele pediu explicações as 19 principais irregularidades elencadas pela CPI. Dentre elas, “mostraram-se mais reincidentes, falta de sinal, queda de sinal, cobrança indevidas, tarifas de longa distância indevidas, mensagem de serviços indesejados, dificuldade para cancelamento, interrupção de serviços por mais de 48 horas sem aviso prévio, enriquecimento ilícito por parte de operadoras para serviços de SOS”.

Segundo Guaraldi Félix, várias das questões pontuadas pelo deputado “são genéricas e envolve todas as telefonias de celular” e, por isso, “fica difícil de dar uma resposta assertiva”. “O que eu posso dizer de modo geral é que essa indústria de telecomunicações no Brasil é extremamente regulada e fiscalizada. Em questão às ligações de longa distância são regulamentadas, não podemos fazer nada que não está dentro da regra. Se a tarifa é cobrada com certeza é devida, porque não temos como criar nossas regras”, alegou.

Em seu depoimento, ele admitiu que “pode acontecer” do consumidor ser mal informado ao aderir um serviço em que existe uma cobrança de taxa para efetuá-lo. “Quanto aos serviços indesejados, serviço de valor adicionado algo a mais do serviço pode ser oferecido, mas nada é empurrado ao consumidor. O que pode acontecer é que eventualmente o consumidor é mal informado de estar comprando uma coisa que é paga. Estamos fazendo uma varredura. Estamos adotando um sistema que pergunta duas vezes se o cliente tem certeza que quer aderir o serviço”, disse.

cpiEle negou que haja enriquecimento ilícito na Claro. “Enriquecimento ilícito é uma acusação grave. Não acho que tenhamos nenhum caso na empresa. Inventar uma coisa que a pessoa não usou. Não sei a que se refere isso. Não tenho conhecimento que isso aconteça na Claro”, defendeu.

Guaraldi Félix também afirmou que desconhece a interrupção de 48 horas no serviço da Claro. “A interrupção de mais 48 horas não devia acontecer. A não ser em estado de calamidade, caia uma torre, rompa uma fibra sem fácil acesso. Não sei se aconteceu com a Claro, não sei se há registro”, declarou.

Ele ainda reclamou da falta de infraestrutura no país para fazer melhorias no serviço de telefonia e garantiu que todas cobrança indevidas aos consumidores são ressarcidas dentro do estabelecido por lei. “Há necessidade de infraestrutura, como acesso de lugares distantes. Esse é um problema sério, mas não é exclusividade da Paraíba”, disse.

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