João Pessoa 20/08/2018 23:01Hs

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Nanicos temem ser engolidos após aprovação da extinção das coligações

tião gomesOs partidos pequenos, tidos como nanicos, podem ser os mais prejudicados com a decisão do Senado Federal de extinguir a exigência das coligações partidárias para as eleições proporcionais de deputados federais, estaduais e vereadores. A análise é do deputado estadual Tião Gomes, presidente estadual do PSL na Paraíba, que foi um dos parlamentares que reagiu à nova medida.

Para ele, a medida atende apenas os grandes partidos, que estariam incomodados com a ascensão das pequenas legendas.

“Isso é um desavanço porque a partir do momento em que as coligações proporcionais acabarem, os partidos pequenos irão se acabar. Essa questão que o Congresso está aprovando é um atraso para a política nacional. O que os grandes partidos querem é que apenas eles cresçam”, lamentou.

Gomes acredita que, caso a medida vigore, o PSL será um dos partidos que terá dificuldades para permanecer vivo na política partidária.

“O meu partido elegeu dois deputados, nós continuaríamos elegendo dois deputados, mas com dificuldade. Os partidos grandes querem que só eles elejam deputados federais, estaduais e vereadores e ficam preocupados com partidos pequenos que estão crescendo, a exemplo do PROS, do PSL, do Solidariedade”, argumentou.

O sistema de coligação que vigora atualmente no Brasil permite a união de partidos nas eleições para deputados estadual e federal e para vereador. Quanto mais votos uma coligação obtiver, mais vagas terá no Legislativo. Esse sistema permite que um candidato de uma coligação que obteve muitos votos possa “puxar” outro menos votado que um concorrente de outra coligação.

No caso do PSL da Paraíba e também do PT do B, os deputados João Bosco Carneiro e Inácio Falcão foram alguns dos beneficiados no último pleito graças ao artifício da coligação proporcional. O tucano Antônio Mineral, por exemplo, foi mais votado que a dupla, mas não conseguiu garantir a cadeira de titular justamente por não ter alcançado o quociente eleitoral da coligação.

PB Agora